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G7 vê novo momento na guerra da Ucrânia e amplia apoio a Kiev

G7 aponta novo momento na guerra da Ucrânia e amplia apoio militar a Kiev, com sanções adicionais à Rússia e acordo sobre a abertura do estreito de Hormuz

O presidente dos EUA, Donald Trump, ocupa o centro do palco enquanto líderes mundiais se cumprimentam antes da foto oficial da Cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França
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  • G7 aponta novo momento na guerra da Ucrânia e promete ampliar envio de defesas aéreas, interceptores e capacidades de longo alcance a Kiev, além de ampliar licenças para produção militar ucraniana.
  • O grupo sinaliza avanço de sanções contra petróleo e gás russos, usando o contexto do acordo sobre o estreito de Hormuz como justificativa.
  • A declaração elogia a diplomacia americana no Oriente Médio e apoia iniciativa multilater al para reabrir o tráfego no estreito de Hormuz, protegendo navios e removendo minas.
  • O G7 reforça a expectativa de um acordo diplomático robusto com o Irã, que trate de atividades balísticas e regionais e mantenha a coalizão contra a obtenção de arma nuclear.
  • Em relação ao Líbano, Gaza e Ásia-Pacífico, o bloco apoia cessar-fogo para o Hezbollah, acelera ajuda humanitária; mantém oposição a mudanças de status pela força no mar da China Oriental e no mar da China Meridional, e cobra resolução de sequestros da Coreia do Norte.

Os países do G7, com a participação da União Europeia, afirmaram que a guerra na Ucrânia vive um “novo momento” e anunciaram medidas para intensificar o apoio militar a Kiev. A declaração foi fechada na noite de terça-feira, 16, durante a cúpula em Évian-les-Bains, na França.

O comunicado aponta resiliência ucraniana no campo de batalha e promete acelerar o envio de sistemas de defesa aérea, interceptores e capacidades de longo alcance, além de explorar licenças para ampliar a produção militar na Ucrânia.

Paralelamente, o grupo sinaliza o endurecimento de sanções contra petróleo e gás russos, citando o acordo envolvendo o estreito de Hormuz como justificativa para avanços adicionais nas medidas restritivas.

O texto também aborda o Irã, avaliando o memorando de entendimento com Washington como avanço diplomático no Oriente Médio e destacando a liderança de Trump na condução do acordo, com apoio de mediadores. O G7 defende que Teerã não obtenha arma nuclear.

Além disso, o bloco apoia uma iniciativa multinacional, liderada pela França e pelo Reino Unido, para facilitar a retomada do tráfego marítimo no estreito, com foco na proteção de navios mercantes e na verificação da remoção de minas.

No Líbano, o G7 apoia um cessar-fogo robusto para avançar o desarmamento do Hezbollah. Em relação à Gaza, o grupo promete acelerar esforços humanitários e de reconstrução, mantendo o foco na proteção de civis.

No plano regional, o bloco reitera oposição a mudanças unilaterais forçadas de status quo no Indo-Pacífico, com ênfase ao Mar da China Oriental, ao Mar da China Meridional e ao Estreito de Taiwan. Exige resolução imediata da questão dos sequestros japoneses pela Coreia do Norte.

O texto registra ainda uma menção à Cúpula de Convergência para o Crescimento, realizada virtualmente, com participação da China, destacando-a como um ponto de contato fora do G7, ainda que não signatário pleno.

A assinatura da declaração coube aos sete membros plenos do G7 — EUA, Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido — e à União Europeia. Os convidados da presidência francesa não participaram do texto.

Na agenda brasileira, o presidente Lula participa hoje de sessão de trabalho com o G7, o FMI e a OCDE, para tratar de crescimento econômico sustentável. Também haverá almoço sobre inteligência artificial, com participação de executivos do setor.

Ao fim das atividades em Évian, Lula viaja a Genebra para encontro com o secretário-geral da Interpol e o diretor-geral da Polícia Federal, em contexto de tensões com Washington após a classificação de organizações criminosas como terroristas pelos EUA.

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