- Um navio de guerra russo, o Admiral Grigorovich, disparou avisos de fogo perto de um iate particular, Bright Future, por volta das 11h40, a mais de vinte milhas ao sul da ilha de Wight e menos de quarenta milhas ao norte de Normandia.
- O Ministério da Defesa informou que os tiros não foram direcionados ao iate, ocorrendo após o navio russo parecer estar à deriva e tentar evitar uma possível colisão.
- A Força Aérea Russa afirmou que o iate seguia em curso perigoso; várias tentativas de contato foram feitas e foguetes de sinal foram lançados, antes do disparo de advertência a menos de 150 metros.
- Keir Starmer, no cume do G7, classificou o incidente como “preocupante e imprudente” e disse que o Reino Unido enfrenta ataques por meio de agentes da Rússia “todos os dias”, além de defender novas sanções e apoio à Ucrânia.
- Em outro assunto, dois homens foram considerados culpados de conspirar para cometer incêndio criminoso em propriedades ligadas ao primeiro-ministro; Starmer afirmou que a justiça foi feita e que o episódio é separado do caso com o navio russo.
O incidente ocorreu na manhã de terça-feira, no Canal da Mancha, quando um destróier russo da classe Admiral Grigorovich disparou tiros de advertência contra um veleiro privado, a menos de 400 metros do navio militar. A Defesa britânica informou que o casco russo estava desviação e que as explosões não tinham alvos diretos. O objetivo era evitar uma possível colisão.
O veleiro privado Bright Future navegava a cerca de 20 milhas ao sul da Ilha de Wight e a menos de 40 milhas ao norte de Normandia, na França, quando houve a ação. Fontes britânicas indicaram que os russos teriam atirado após o veleiro se aproximar do navio de alta potência.
Segundo o Ministério da Defesa, houve tentativas de contato com o barco britânico antes dos disparos. A versão russa afirma que o veleiro seguia em uma trajetória perigosa, que foram feitos contatos e sinalização com foguetes, mas sem que o veleiro se afastasse.
Keir Starmer, em participação no G7, classificou o episódio como preocupante e imprudente, ressaltando que a Grã-Bretanha enfrenta ataques por meio de atores apoiados pela Rússia quase diariamente. O líder britânico destacou que o incidente mostra a volatilidade do cenário internacional.
O premiê britânico também mencionou que o Reino Unido avalia medidas de segurança e que continuará atento a ataques por meio de redes vinculadas à Rússia, conforme pronunciou em debates no G7 sobre Ucrânia, Irã e resiliência de países aliados.
Em paralelo, a imprensa britânica reporta que dois homens foram condenados por conspirar para cometer ataques de arson ligados a propriedades associadas a Starmer. O episódio é citado pela defesa do líder como parte de ataques espalhados online com supostos alinhamentos com Rússia.
O foco da agenda internacional, segundo Starmer, permanece em apoiar a Ucrânia e pressionar a Rússia com sanções adicionais, além de buscar cooperação para reduzir a ameaça de conflitos na região. O tema também envolve discussões sobre o Irã e a estabilidade regional.
O governo britânico reforça que a resposta a incidentes no canal envolve cooperação com aliados, monitoramento de movimentos de navios militares e ações diplomáticas para evitar escaladas. A situação ressalta a importância da segurança marítima na região.
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