- O Irã ameaçou uma “resposta dura” caso Israel não cesse ataques no sul do Líbano, acusando violação do cessar-fogo “84 vezes” desde o acordo.
- Relatos indicam ataques israelenses a Nabatieh al-Fawqa e a Ansariyeh, na costa, com ainda sem comentário imediato das Forças de Defesa de Israel.
- A Hezbollah não reivindicou ataques recentes; o líder do grupo, Naim Qassem, deve se dirigir à imprensa hoje.
- Um acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio será assinado no resort Burgenstock, na Suíça.
- As negociações finais devem começar logo após a assinatura, com uma janela de sessenta dias para tratar sanções e o programa nuclear; mediadores acreditam que o acordo pode trazer segurança regional.
O Irã avisou que responderá de forma contundente se Israel não interromper ataques no Líbano, após ações militares israelenses em áreas do sul. Houve relatos de bombardeios em Nabatieh al-Fawqa e de um ataque com drone em Ansariyeh nesta manhã. O Líbano ainda não comentou oficialmente.
O Exército de Israel informou ter interceptado foguetes lançados pelo Hezbollah contra tropas israelenses no sul do Líbano e afirmou ter neutralizado a origem dos disparos. O Hezbollah não divulgou declarações recentes sobre ataques a alvos israelenses no Líbano. A imprensa local cita discurso do líder do grupo, Naim Qassem, nesta sexta-feira.
A central de comando iraniana Khatam al-Anbiya acusou Israel de violar o cessar-fogo no Líbano em 84 ocasiões desde o acordo anunciado. O chanceler iraniano Abbas Araghchi afirmou que um acordo de paz com os EUA depende da retirada de forças israelenses do Líbano. Sem essa retirada, disse, o conflito não terminou.
Cenário diplomático
A tensão ocorre enquanto EUA e Irã trabalham em um acordo para encerrar a guerra na região, com foco no Líbano. O acordo será assinado na região de Burgenstock, nos Alpes suíços, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Suíça. A assinatura marca o início de negociações formais de duas fases.
Quase 60 dias de negociações deverão ocorrer após a assinatura, com decisões sobre sanções, programa nuclear e liberação de portos iranianos. O acordo também prevê liberdade de navegação no estreito de Hormuz, sob condições definidas. As partes envolvidas incluem EUA, Irã, mediadores paquistaneses e do Catar.
Donald Trump comentou o andamento, perguntando se o texto passaria pelo Congresso norte-americano. Ele sugeriu que o Congresso avalie o acordo, em meio a críticas sobre a condução das negociações. O magnata também mencionou que o Estreito de Hormuz ficará aberto conforme o combinado.
Perspectivas e participação regional
Fontes próximas ao governo iraniano afirmam que a suspensão de bloqueio naval a portos iranianos começará antes da assinatura, conforme relatos da imprensa. Analistas ressaltam que a viabilidade do acordo dependerá do cumprimento de condições definidas entre as partes.
Países mediadores, como o Catar, manifestaram otimismo cauteloso de que o texto possa abrir caminho para segurança regional. Em Doha, representantes enfatizaram que o encaixe entre o acordo e as negociações sobre o programa nuclear é crucial para a estabilidade.
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