- O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que as negociações com Israel em Washington são independentes do acordo entre EUA e Irã, buscando cessar-fogo com apoio de terceiros, incluindo o Irã.
- Paquistão, mediador do acordo, afirma que o Líbano está incluído no entendimento, enquanto Israel mantém que permanecerá no sul do Líbano.
- Nesta quarta, aviões israelenses promoveram ataques no sul do Líbano, atingindo Nabatieh al-Fawqa e arredores de Kfar Tebnit, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano.
- Israel diz que seus alvos são o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, e mantém a presença militar na região,opção defendida pelo governo de Netanyahu.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu que Netanyahu seja mais responsável em relação ao Líbano; Netanyahu afirmou que o Irã não obterá armas nucleares, com ou sem acordo.
O Líbano afirma que o acordo entre EUA e Irã não envolve o seu país diretamente nas negociações. Aoun garantiu que as conversas em Washington devem seguir de forma independente, ainda que o Líbano apoie um cessar-fogo e coopere com países que contribuam, incluindo o Irã.
As autoridades libanesas negam qualquer subordinação à narrativa do acordo e ressaltam a soberania do Estado sobre suas decisões. Aoun pediu que o processo continue conduzido pelo próprio Líbano, antes da próxima rodada de negociações entre israelenses e libaneses.
Nesta quarta-feira, forças israelenses realizaram novos ataques no sul do Líbano. A NNA, agência do país, informou ataques na área de Nabatieh al-Fawqa e nos arredores de Kfar Tebnit. O governo de Israel não comentou o ataque específico até o momento.
Aromas de tensão cercam a região, com o Irã sendo apontado como aliado do Hezbollah, grupo que recebe apoio iraniano e que é visto como uma das principais ameaças à segurança israelense. O governo libanês reforça a independência de suas decisões militares e diplomáticas.
O Paquistão, mediador do acordo, afirmou que o Líbano está incluído no entendimento entre EUA e Irã, segundo declarações públicas. Em resposta, o premiê israelense afirmou que continuarão as operações no sul do Líbano para prevenir ações do Hezbollah.
O governo de Israel mantém a presença de uma zona de segurança no sul do Líbano desde a ofensiva contra o Hezbollah, iniciada após ataques do grupo ao norte de Israel. As divergências dentro do governo israelense aparecem na condução da cooperação com Washington.
Ainda que haja pressão para retirada israelense, o premiê Netanyahu ressaltou que a prioridade é impedir que o Irã obtenha armas nucleares. Em tom firme, afirmou que a posição de segurança de Israel não dependerá de um acordo externo.
Durante as negociações, o presidente norte-americano demonstrou irritação com bombardeios em Beirute, mas avançou com o acordo sem condicioná-lo à retirada de tropas israelenses. O texto final ainda não foi divulgado pelas partes envolvidas.
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