- Áudio vazado na cúpula do G7 mostra Lula dizendo que nunca foi esquerdista e que o mundo deve seguir o “caminho do meio”, em conversa com Kristalina Georgieva e Friedrich Merz.
- Lula afirma ter sido dirigente sindical e ter boa relação com sindicalismo alemão, italiano e espanhol.
- As falas ocorrem no período pré-eleitoral, quando o presidente busca a reeleição e mantém Geraldo Alckmin como vice para defender frente ampla.
- Em outro trecho do áudio, o petista critica o comportamento do governo dos Estados Unidos sob Donald Trump, embora diga não ter divergência com nenhum país.
- Em discurso oficial na cúpula, Lula criticou protecionismo e unilateralismo, defendendo soberania na luta contra o crime transnacional; na “foto de família” com Trump, não houve cumprimentos.
O áudio vazado de uma conversa durante a cúpula do G7, na França, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmando que nunca foi de esquerda e defendendo que o mundo siga o “caminho do meio”. Segundo o relato, Lula conversava com a diretora do FMI, Kristalina Georgieva, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, quando fez a declaração.
Segundo a gravação, Lula mencionou ter atuado como dirigente sindical e destacou relações com o sindicalismo alemão, italiano e espanhol. A cena ocorreu antes da abertura formal da reunião, captada pela equipe da Associated Press.
Contexto da cúpula e críticas a políticas externas
Durante o encontro, o presidente já havia feito um discurso oficial criticando protecionismo e unilateralismo, defendendo o respeito à soberania de países no combate ao crime transnacional. Em referência às pressões norte-americanas sobre tarifas, o texto também mencionou ações contra organizações criminosas no Brasil.
No entanto, outra parte do áudio traz críticas ao governo dos Estados Unidos sob a gestão de Donald Trump, com Lula afirmando que não gosta de brigas, mas que não tolera determinado comportamento do governo americano. O conteúdo foi registrado na quarta-feira, 17, por a AP, próximo aos microfones, antes da abertura da reunião.
Relação com a eleição e o avanço político
Especialistas destacam que as falas ocorrem em período pré-eleitoral, com Lula disputando a reeleição. O principal adversário é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), visto como representante de uma linha política de direita. Há também candidatos de centro buscando viabilidade, sem escapar da polarização.
Pelo lado interno, Lula mantém Geraldo Alckmin (PSB) na vice, repetindo a ideia de uma frente ampla presente nas estratégias da campanha de 2022. A prática busca reforçar a imagem de centro, mesmo diante de críticas sobre o histórico político do atual governo.
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