- Lula participou da cúpula do G7, em Évian-les-Bains, e discursou em sessão sobre desenvolvimento sem citar nominalmente os EUA.
- No discurso, o presidente criticou o neoliberalismo e disse que protecionismo e unilateralismo aparecem como respostas falaciosas para problemas complexos.
- Defendeu a soberania dos estados no combate ao crime transnacional e à drogadição, defendendo cooperação institucional, inclusive com a Interpol, em tom crítico à decisão dos EUA de classificar PCC e CV como entidades terroristas.
- Antes do discurso, Lula se reuniu com a primeira-ministra do Japão para discutir um possível acordo de livre comércio entre o Japão e os países do Mercosul, com anúncio esperado no Paraguai em 30 de junho.
- A cúpula tratou de conflitos internacionais, incluindo a Ucrânia. Também houve encontros entre líderes árabes e Trump sobre um possível acordo entre EUA e Irã; analista afirma que a ausência de cumprimentos entre Lula e Trump não tem significado especial.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França, nesta terça-feira (16). Lula fez críticas indiretas às políticas dos Estados Unidos sem citar nomes, em sessão sobre desenvolvimento. O encontro ocorreu diante do anfitrião Emmanuel Macron e do presidente americano, Donald Trump.
Lula apontou o neoliberalismo como determinante da desigualdade econômica e disse que protecionismo e unilateralismo ressurgem como respostas inadequadas aos problemas atuais. Analistas associam a defesa a tarifas anunciadas por Trump e às guerras comerciais ocorridas nos últimos anos.
O líder brasileiro também defendeu a soberania dos Estados no enfrentamento do crime transnacional e do tráfico de drogas, ressaltando necessidade de diálogo e cooperação institucional, inclusive via Interpol. A fala soou como crítica à classificação de PCC e CV como terrorist as pelo governo dos EUA.
Antes do discurso, Lula reuniu-se com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, para tratar de um possível acordo de livre comércio entre Japão e Mercosul. Lula indicou que o anúncio deve sair no Paraguai, em 30 de junho, durante a cúpula do Mercosul.
A cúpula também teve agenda sobre conflitos internacionais. Pela manhã, o G7 recebeu o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que pediu pressão maior sobre a Rússia para avançar negociações. Outros encontros envolveram líderes do Egito, Catar e Emirados com Trump.
Os trabalhos continuam nesta quarta-feira (17). Lula terá duas participações públicas: sobre desigualdades econômicas e sobre inteligência artificial, mantendo o foco em temas relevantes para o Brasil.
Analista da CNN informou que a ausência de cumprimentos entre Lula e Trump na foto oficial não tem significado especial. Segundo ele, Trump prioriza questões estratégicas e empresariais, mantendo distância de relações pessoais com outros líderes.
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