- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante conversa no G7, que “nunca” foi um esquerdista.
- Lula disse que a ONU deveria recomendar o modelo de votação brasileiro.
- A declaração ocorreu em Évian-les-Bains, na França, durante encontro com o primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, e a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva.
- A conversa, que era reservada, foi ouvida na transmissão da chegada dos líderes ao evento do G7.
- Lula contou uma lembrança de sua trajetória, mencionando que não viajou à Rússia nos anos oitenta e foi visto como anticomunista.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira, durante o encontro do G7 na França, que nunca foi esquerdista. Ele também sugeriu que a ONU deveria recomendar o modelo de votação adotado pelo Brasil. As falas ocorreram em uma conversa com o primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, e com a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva. A reunião acontece em Évian-les-Bains, com transmissão ao fundo de parte da sessão.
Lula alegou ter sido alvo de leituras distintas ao longo de sua historia política, destacando sua ligação com o sindicalismo europeu. Ele relatou que, no passado, não pôde viajar à Rússia nos anos 1980 por questões legais, o que, segundo ele, influenciou a percepção pública sobre sua posição ideológica.
Segundo a presidente do FMI, Georgieva mencionou a percepção de que Lula seria esquerdista quando assumiu a presidência pela primeira vez, o que gerou uma troca de lembranças entre os presentes. O diálogo ocorreu em tom reservado, mas parte da conversa foi ouvida pelos presentes.
Contexto do encontro
- A pauta integra a agenda do G7, reunindo líderes de países ricos para tratar de questões globais.
- O debate ocorreu em francês e inglês, com a presença de representantes de diversas economias.
- A discussão sobre sistemas eleitorais ganhou destaque devido a debates internacionais sobre reformas políticas.
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