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Lula reage a declarações de Trump sobre o Brasil

Lula reage a Trump no G7, afirma que o Brasil é mal compreendido e aponta continuidade das negociações, apresentando documentos sobre crime organizado

Presidente Lula, de terno, discursando em um púlpito, entre duas bandeiras do Brasil
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  • Lula fez balanço do encontro do G7 na França e comentou as declarações de Donald Trump sobre o Brasil.
  • Trump chamou o Brasil de “perigoso politicamente” e mencionou Eduardo Bolsonaro; Lula disse que ele conhece pouco o país e pediu respeito às eleições.
  • O presidente afirmou que não houve pedido de reunião bilateral com os Estados Unidos, pois as negociações entre os dois países seguem em andamento.
  • Lula disse ter entregue a Trump documentos sobre crime organizado, terras raras e minerais críticos, além de um acordo entre Turquia e Brasil de 2010, argumentando que, se o acordo tivesse sido aceito, o Irã não teria sido bombardeado.
  • O presidente comentou a surpresa com a classificação de facções criminosas como terroristas pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e afirmou que, encerradas as negociações, pode ligar para Trump para marcar nova conversa.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu às declarações de Donald Trump sobre o Brasil durante o balanço do encontro do G7, realizado nesta quarta-feira (17) na França. Lula manteve o tom firme ao falar sobre o país e as eleições, enfatizando o respeito ao Brasil.

Ao ser informado, Lula afirmou que Trump conhece pouco o Brasil e questionou a relação dele com a família Bolsonaro. Em seguida, o presidente brasileiro passou a defender o país e o processo eleitoral, ressaltando a necessidade de respeito ao Brasil.

Lula relatou que não houve pedido de reunião bilateral com os EUA durante o encontro, já que há negociações em curso entre os dois países. Ele afirmou que entregou a Trump um documento sobre crime organizado para mostrar que a Polícia Federal está preparada para o desafio.

Segundo o relato de Lula, o material também aborda terras raras e minerais críticos, além de um acordo entre Turquia e Brasil de 2010. O presidente afirmou que, se o acordo tivesse sido aceito pelos EUA, não haveria tensões com o Irã.

O presidente ainda mencionou surpresa com a classificação de facções criminosas como terroristas, conforme declaração do Secretário de Estado norte-americano Marco Rubio. Lula destacou que, naquele momento, não havia base para diálogo bilateral.

Lula encerrou ressaltando que a negociação entre Brasil e EUA segue em andamento e que, se necessário, pode retomar o contato com Trump. O tom foi de firme defesa do Brasil e de busca por avanços nas tratativas em curso.

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