- A Comissão Europeia vetou a importação de carne brasileira por não cumprir normas relacionadas ao uso de antimicrobianos; a proibição deve vigorar a partir de setembro.
- Macron disse que a decisão é pontual e que o bloco atua para assegurar regras sanitárias capazes de proteger os consumidores.
- O francês criticou o acordo entre Mercosul e União Europeia, cuja entrada em vigor provisória, em 1º de maio, depende de trâmites de ratificação ainda sem definição.
- Lula se reuniu, à margem do G7, com Ursula von der Leyen e com o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, para tratar do tema.
- Foi firmado um mecanismo bilateral entre o Itamaraty e a Comissão Europeia para acompanhar as discussões técnicas sobre a carne brasileira.
O veto da Comissão Europeia à carne brasileira, por não cumprimento de normas sobre antimicrobianos, entrará em vigor em setembro. A decisão foi anunciada no âmbito da conclusão da cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França. A UE mantém a exigência de que o Brasil ajuste regras sanitárias para proteger consumidores.
Aviões do acordo entre Mercosul e União Europeia são citados como tema adjacente: agricultores franceses rejeitam o acordo e pressionam por ajustes. Macron afirmou que a medida europeia reforça o controle de regras sanitárias e questionou a logística de importação de carne com uso de antibiótico proibido no Brasil.
Desdobramentos diplomáticos
Lula discutiu a questão com Ursula von der Leyen e com Antonio Costa, no entorno do G7. Ficou acordado um mecanismo bilateral entre Itamaraty e a Comissão Europeia para acompanhar tecnicamente as discussões sobre a carne brasileira. A medida visa manter equilíbrio entre produção nacional e importações.
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