- Autoridades dos EUA e do Irã assinam eletronicamente um memorando de entendimento em vigor, com a reabertura do Estreito de Ormuz e isenções imediatas de sanções ao petróleo iraniano.
- O documento foi assinado pelo presidente dos EUA no Palácio de Versalhes, durante jantar com o presidente francês, Emmanuel Macron.
- O texto prevê 60 dias de negociações para questões espinhosas, incluindo o programa nuclear do Irã.
- A assinatura provocou críticas de alguns aliados republicanos, que veem o movimento como concessão ao Irã.
- Analistas indicam ganhos econômicos globais com a possível volta da navegação pelo estreito e com a liberação de ativos iranianos congelados, com assinatura formal prevista em Bürgenstock.
O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou um memorando de entendimento interino com o Irã visando encerrar a guerra entre os dois países e reabrir o Estreito de Ormuz. O acordo foi assinado na noite desta quarta-feira, 17, e já está em vigor, segundo autoridades americanas e a mídia estatal iraniana.
Trump اجرou o ato no Palácio de Versalhes, próximo a Paris, durante jantar com o presidente francês Emmanuel Macron. O gesto marca uma etapa rápida para colocar o entendimento em prática, apesar das críticas de alguns aliados republicanos.
O texto prevê isenções imediatas de sanções sobre o petróleo iraniano e abre caminho para negociações sobre o programa nuclear do Irã e possíveis benefícios econômicos para Teerã. O objetivo central é facilitar a circulação no Estreito de Ormuz, fechado havia meses.
Ainda segundo fontes, o acordo mantém a discussão sobre o desmonte do arsenal nuclear iraniano para um período posterior de negociações, com um cronograma de 60 dias para tratar questões espinhosas. As partes posam avaliar medidas adicionais conforme o ritmo dos diálogos.
Entre as consequências esperadas, o comércio de energia global procuraria normalizar-se, com redução de tensões que elevaram o preço do petróleo e impactaram mercados. A reabertura do estreito dependerá do cumprimento dos termos acordados.
Críticos do lado republicano questionaram a estratégia, afirmando que o memorando é apenas uma estrutura para um acordo definitivo. Alguns deputados demonstraram ceticismo sobre a sua robustez e sobre o ritmo das negociações.
Diante das críticas, Trump ressaltou que o acordo não inclui financiamento estatal americano direto, mas que o Irã poderá beneficiar-se de ganhos econômicos se cumprir o combinado. Ele ressaltou ainda que as ações militares podem ser reativadas caso haja descumprimento.
Na avaliação de analistas, o acordo busca equilibrar pressões econômicas e estratégicas, com ganhos para Teerã e retorno de espaço para negociações de larga escala. A comunicação aponta para uma janela de diálogo mais ampla no médio prazo.
O memorando prevê, ainda, a participação de autoridades iranianas e americanas em futuras reuniões, com assinatura formal prevista na cidade suíça de Bürgenstock, por autoridades de alto escalão de ambos os países.
As consequências políticas para Trump envolvem a necessidade de manter sustentação entre aliados que defendem maior pressão sobre o Irã. O desenrolar das negociações deverá indicar se o acordo é suficiente para reduzir tensões sem comprometer posições internas.
Entre na conversa da comunidade