- Desde janeiro de 2025, quando Donald Trump iniciou nova política de deportações, a taxa de mortalidade em centros de detenção de imigrantes do ICE chegou a 0,61 morte por mil presos, 2,36 vezes o valor médio de 0,26 por mil entre 2009 e 2024.
- Ao menos cinquenta pessoas morreram sob custódia do ICE desde o início do segundo mandato de Trump.
- Desses óbitos, 21 ocorreram após os detentos serem encontrados inconscientes ou já sem vida, sendo dez classificados como suicídios.
- Quinze ou quatro? Digite: 16 mortes foram por ataques cardíacos e outras complicações cardiovasculares, apontando possíveis falhas na triagem médica e no acompanhamento de doenças crônicas.
- O levantamento aponta divulgação reduzida de informações oficiais sobre as mortes, com relatos omitindo histórico médico e detalhes de atendimentos; o Departamento de Segurança Interna afirmou compromisso com um ambiente “seguro, protegido e humano”.
Desde o início de 2025, a taxa de mortalidade em centros de detenção de imigrantes mantidos pelo ICE, a polícia de imigração dos EUA, aumentou de forma expressiva. A resposta vem de uma análise da Reuters com base em dados de governos, de terceiros e de registros judiciais. A mudança coincide com a implementação de novas políticas de deportação.
Segundo o levantamento, entre 2009 e 2024 houve em média 0,26 morte por 1.000 detidos. Em janeiro de 2025, esse índice subiu para cerca de 0,61 por 1.000, chegando a ser 2,36 vezes maior que o patamar anterior. Os números são processados pelo Vera Institute of Justice a partir de pedidos de acesso à informação.
Ao todo, a Reuters afirma que pelo menos 50 pessoas morreram sob custódia do ICE desde o início do segundo mandato de Donald Trump. Especialistas citados destacam que nem todas as mortes são sinal de negligência, mas consideram o aumento como um alerta sobre supervisão e assistência médica.
Entre as mortes registradas desde janeiro, 21 ocorreram com detentos já inconscientes ou sem vida. Dez casos foram classificados como suicídio, segundo os registros analisados pela agência. Médicos ouvidos apontam que esse padrão pode indicar falhas na saúde física e mental dos detidos e na resposta a emergências.
Ataques cardíacos e outras doenças cardiovasculares responderam por 16 óbitos, elevando a preocupação com a triagem médica inicial e o acompanhamento de condições crônicas nos Centros de Detenção. A Reuters aponta que a qualidade da assistência médica varia entre instalações.
Desconexões e transparência
A investigação destaca a redução de informações públicas sobre mortes sob custódia. Muitos relatórios recentes omitiram detalhes presentes em documentos de anos anteriores, como histórico médico e medicamentos administrados. Esses aspectos dificultam avaliações independentes.
Entre os casos citados, há a morte de um imigrante hondurenho com sintomas de abstinência alcoólica em Nova York, menos de 24 horas após avaliação médica. O relatório oficial não esclarece se medicamentos foram administrados nem descreve medidas adotadas antes do óbito.
O Departamento de Segurança Interna (DHS), órgão responsável pelo ICE, afirmou estar comprometido com um ambiente “seguro, protegido e humano” para os detidos. A assessoria cita atendimento médico integral desde a chegada e ao longo da custódia.
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