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Pastor etíope afirma manter fé mesmo após espancamento e ameaças de morte

Pastor que deixou o Islã é espancado e ameaçado de morte na Etiópia; apesar da perseguição, segue evangelizando e enfrentando deslocamentos

Assim como Juhar, muitos cristãos no país vivem sob constante pressão de extremistas. (Foto: Ilustração/Portas Abertas)
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  • Pastor Juhar Bekele, que deixou o Islã para seguir Jesus, vive na Etiópia e enfrenta violência, ameaças de morte e deslocamentos forçados por causa da fé.
  • Ele passou por Hurumu, Metu e Jimma à procura de segurança para conduzir seu ministério de evangelização.
  • Em dezembro de dois mil e vinte e cinco, foi atacado novamente enquanto ministrava em igrejas domésticas clandestinas.
  • Apesar da perseguição, Juhar afirma que não pode negar Jesus e continua pregando em várias cidades do sudoeste do país.
  • O caso de Juhar ilustra a realidade enfrentada por cristãos na Etiópia, com violência, deslocamentos e conflitos armados na região, segundo a Portas Abertas/ICC.

Juhar Bekele, pastor etíope, não recuou diante de espancamentos, ameaças de morte e deslocamentos forçados. Após abandonar o Islã para seguir Jesus, ele passou a pregar em diversas regiões da Etiópia, mesmo sob perseguição persistente. A identidade religiosa dele é alvo de hostilidade em parte da comunidade onde vive.

Desde que decidiu seguir Cristo em 2016, em Hurumu, no sudoeste do país, ele relata resistência de muitos próximos. O pastor contou ao International Christian Concern (ICC) que a sua conversão gerou rejeição entre vizinhos e membros da comunidade muçulmana, levando ao distanciamento e a conflitos.

Diante do risco, Juhar deixou a cidade natal e buscou refúgio em Metu, com o objetivo de garantir segurança para continuar o ministério. Ainda assim, sofreu agressões físicas na nova cidade e precisou se mudar novamente, desta vez para Jimma.

Ao longo dos anos, foram registros de deslocamentos contínuos, acompanhados de pressão constante. Em dezembro de 2025 ele voltou a sofrer ataque ao conduzir reuniões em casas de culto clandestinas, segundo relatos do ICC.

Mesmo sob ameaça, o pastor afirma manter o chamado divino para evangelizar no sudoeste etíope. Ele continua a realizar atividades missionárias em várias cidades e aponta que o ministério permanece ativo, apesar das dificuldades.

Contexto da perseguição

O ICC aponta que a experiência de Juhar reflete a realidade de muitos cristãos na Etiópia. Em várias regiões, fiéis são alvo de violência, deslocamentos forçados e intimidação por motivos religiosos. Conflitos armados na região norte, como a Guerra de Tigray, também geram medo, destruição e instabilidade para comunidades religiosas.

Juhar relata que as ameaças afetam o cotidiano, inclusive dificultando sono e tranquilidade. Mesmo diante do medo, ele afirma que não pretende abandonar a fé e que busca alcançar mais pessoas com a mensagem cristã.

A história do pastor é citada como exemplo do impacto da perseguição religiosa na Etiópia. Analistas destacam que, apesar dos riscos, muitos cristãos continuam a praticar sua fé e a seguir seus chamados ministeriais.

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