- Três petroleiros iranianos cruzaram o perímetro do bloqueio aos portos iranianos no Estreito de Ormuz, transportando 3,8 milhões de barris no total, primeiras exportações em dois meses.
- O movimento ocorre dois dias antes da assinatura de um acordo entre EUA e Irã; Teerã afirmou ter suspendido o bloqueio, mas Washington não confirmou.
- O G7, em Évian, saudou o entendimento entre Washington e Teerã como uma oportunidade para impedir que o Irã obtenha armas nucleares e reduzir ameaças regionais.
- A declaração do grupo apoia a implementação do acordo e cita a necessidade de estabilidade no Oriente Médio, além de mencionar uma iniciativa liderada por França e Reino Unido para restaurar a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.
- A cúpula também tratou de Libano e Ucrânia; Trump declarou disposição de restabelecer sanções contra a Rússia, e houve discussões sobre IA e proteção de menores, com jantar de encerramento em Versalhes.
Os petroleiros iranianos atravessaram o Estreito de Ormuz, sujeito a restrições navais impostas pelos EUA, segundo monitoramento do TankerTrackers nesta quarta-feira. O movimento ocorreu dois dias antes da assinatura de um acordo que visa encerrar o conflito entre Washington e Teerã, anunciado durante a cúpula do G7 em Évian.
Três navios cruzaram o perímetro do bloqueio aos portos iranianos. Os dois primeiros transportavam juntos 3,8 milhões de barris de petróleo bruto, as primeiras exportações iranianas em dois meses. Na terça, Teerã alegou suspensão do bloqueio, ainda não confirmada por Washington.
O gabinete americano havia criado um mecanismo de interceptação para fiscalizar embarcações ligadas ao comércio iraniano, afetando as exportações do país. A passagem dos navios é vista como sinal de normalização do tráfego marítimo e antecede negociações sobre temas sensíveis, inclusive o programa nuclear iraniano e sanções.
G7 saúda acordo
Na declaração de Évian, os chefes de Estado do G7 chamaram o entendimento entre EUA e Irã de oportunidade histórica para impedir a obtenção de armas nucleares e para enfrentar riscos regionais. O grupo afirmou apoio à implementação e condições para segurança regional, destacando o papel de uma iniciativa multinacional liderada por França e Reino Unido para a proteção da navegação no Estreito de Ormuz.
Líbano e região
Os líderes do G7 defenderam um cessar-fogo imediato no Líbano e o avanço do desarmamento do Hezbollah. Apesar de ataques aéreos israelenses na região de Nabatieh, a ofensiva contra o grupo pró-Irã permaneceu com menor intensidade, mas deixou mortos. O Exército libanês recomendou que moradores não retornem de imediato.
Ucrânia e tensões
Em paralelo, o tema Ucrânia pautou a cúpula. Após reunião com Volodymyr Zelensky, o presidente dos EUA sinalizou disposição de restabelecer sanções sobre exportações russas de petróleo, citando baixa recente nos preços. Fontes oficiais não detalharam cronogramas.
Inteligência artificial no fechamento
No encerramento, o G7 realizou almoço de trabalho sobre IA e proteção de menores no ambiente digital, com a participação de 12 CEOs e do presidente Lula. O bloco discutiu restrições ao acesso de menores a redes sociais e a necessidade de regular questões éticas ligadas à IA.
Encerramento da agenda
Mesmo com o fim da reunião, ainda houve encontros de alto nível, incluindo uma recepção de gala em Versalhes para celebrar 250 anos de independência dos EUA, encerrando de forma simbólica a cúpula. As discussões enfatizaram cooperação em segurança, economia e tecnologia.
Fontes: Reuters, RFI
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