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Público dos EUA ainda apoia ação climática, mesmo com Trump a favor de fósseis

Apesar da ofensiva de Trump, maioria dos americanos teme o clima e defende ações; porém a cobertura midiática reduzida amortiza o debate e amplia custos para famílias

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  • Cerca de dois terços dos americanos dizem estar preocupados com a crise climática, conforme pesquisa da Yale, mantendo o mesmo nível de preocupação mesmo com outros temas dominando as notícias.
  • A cobertura da mídia sobre mudanças climáticas tem diminuído, com cortes de vagas de jornalistas em veículos como Washington Post, NPR e CBS.
  • A maioria dos eleitores associa o aumento de custos à crise climática, mesmo diante da redução da divulgação sobre o tema.
  • O ressurgimento de políticas de combustíveis fósseis defendido por Donald Trump é amplamente impopular entre o público, e o apoio a menos renováveis é baixo.
  • O governo distribuiu 700 milhões de dólares para sustentar usinas a carvão, enquanto pesquisas indicam que famílias enfrentam custos adicionais entre 400 e 900 dólares por ano por causa da crise climática (em alguns lugares, mais de 1,3 mil dólares).

Nos EUA, a opinião pública permanece pressionando por ações climáticas, mesmo diante de uma oferta agressiva de combustíveis fósseis por parte do governo. Pesquisas indicam que cerca de dois terços dos americanos demonstram preocupação com as mudanças climáticas, independentemente das oscilações no debate político.

Dados de Yale mostram que a parcela de pessoas que teme o aquecimento global permanece estável, apesar de a cobertura midiática sobre o tema ter diminuído. Grandes veículos reduziram cargos de repórteres especializados em clima, enquanto outros assuntos ganharam destaque.

O estudo aponta que eleitores ainda associam aumento de custos à crise climática, sobretudo com a demanda global por petróleo influenciando os preços. Mesmo com menos destaque no noticiário, a percepção de impacto econômico segue presente entre a população.

Mudança de foco na política e na mídia

A narrativa pública sobre clima não acompanha o ímpeto de políticas pró-fósseis defendido pela gestão atual. Em meio a anúncios de apoio a combustíveis fósseis, parte da base política e do público não endossa ampla expansão de energia limpa.

Entre as ações governamentais, o governo deu continuidade a medidas que fortalecem a produção de carvão e reduziram investimentos em algumas fontes renováveis, enfrentando resistências legais e críticas de especialistas. A divulgação de dados sobre esses impactos é menos proeminente nos grandes veículos.

Pesquisas mostram que apenas uma pequena parcela dos eleitores aceitariam candidatos que defendem menos uso de renováveis. Ao mesmo tempo, a maioria prefere manter ou ampliar o investimento em energia limpa, mesmo com custos elevados de curto prazo.

Impactos reais para famílias e regiões

Relatórios econômicos indicam que famílias americanas enfrentam aumentos entre US$ 400 e US$ 900 anuais devido aos efeitos da crise climática, com variações regionais. Regiões propensas a inundações, secas e incêndios são as mais impactadas.

Especialistas destacam que custos com seguros e saúde disparam em áreas sensíveis ao clima, o que dificulta a resposta de políticas públicas. A complexa relação entre clima, economia e eleições cria um desafio para governantes promoverem mudanças.

Embora haja consenso entre muitos pesquisadores de que as políticas climáticas são necessárias, a falta de cobertura jornalística consistente reduz o espaço para debate público e tomada de decisão. A convergência entre interesses econômicos e ambientais segue em aberto.

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