- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse “Eu sou o chefe” durante a cúpula do G7 em Evian-les-Bains, França.
- Os líderes do G7 reconheceram melhoria da Ucrânia no campo de batalha e prometeram apoio firme e novas sanções contra a Rússia.
- A declaração conjunta sugeriu que Kiev pode ter maior influência em possíveis negociações de paz com Moscou.
- Ainda não ficou claro se haverá reunião bilateral entre Trump e o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy, nem como ficará a questão das isenções às sanções sobre o petróleo russo.
- Os chefes de governo celebraram o acordo preliminar de paz entre Estados Unidos e Irã e disseram apoiar sua implementação, além de buscar diversificar rotas de energia para reduzir a dependência do estreito de Ormuz.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a uma plateia de cúpula do G7 que “eu sou o chefe”, em meio a uma declaração conjunta dos líderes sobre a situação na Ucrânia e novas sanções à Rússia. O momento ocorreu durante a reunião realizada entre 15 e 17 de junho em Evian-les-Bains, na França.
A cúpula reconheceu melhora no campo de batalha para Kiev e reiterou apoio aos esforços de paz, ao mesmo tempo em que manteve pressão econômica sobre Moscou. Volodymyr Zelenskiy participou para persuadir Trump de que a resistência ucraniana está funcionando e que a Rússia não tem condições de ditar os termos de um acordo.
A declaração conjunta, apresentada pelos líderes, sugere que Trump passou a considerar seriamente o argumento de Kiev, após anos de ceticismo. Contudo, ações concretas dependem de compromissos do presidente americano e de eventuais conversas bilaterais com Zelenskiy.
Também na véspera, os demais participantes elogiaram o acordo preliminar de paz entre EUA e Irã, firmado por Trump. O grupo sinalizou disposição de apoiar a implementação, com foco na diversificação de rotas de energia e no aumento de estoques para reduzir dependências energéticas.
Os líderes discutiram medidas para ampliar reservas e reduzir a dependência do Estreito de Ormuz, que foi alvo de tensões no passado. O objetivo é fortalecer a resiliência energética global sem abrir mão de condições de segurança regional.
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