- Donald Trump afirmou que o acordo de cessar-fogo com o Irã ainda não é definitivo e que pode bombardear o país se não ficar satisfeito com o resultado.
- A cúpula do G7, realizada em Evian-les-Bains, na França, pediu um cessar-fogo no Líbano e destacou a necessidade de diversificar rotas de energia para reduzir dependência do estreito de Hormuz.
- O memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã, assinado nesta semana, estende por mais sessenta dias o cessar-fogo vigente para permitir negociações de um acordo final.
- O encontro ocorreu perto da cerimônia de assinatura do acordo, prevista para sexta-feira, em uma cerimônia do outro lado da fronteira na Suíça.
- O G7 afirmou que as negociações devem abordar as ameaças iranianas na região, com foco na não obtenção de arma nuclear; o Irã nega ter esse objetivo.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou durante a cúpula do G7 em Evian-les-Bains que o acordo de cessar-fogo com o Irã, a ser assinado nesta sexta, não é definitivo. Ele disse que pode bombardear o Irã caso não fique satisfeito com o resultado.
Trump destacou que o memorando é provisório e que, se não houver comportamento adequado, poderá retomar ataques. A declaração foi feita em tom de alerta durante o evento na França.
O G7 pediu cessar-fogo no Líbano após a ofensiva israelense, e anunciou medidas para reduzir a dependência do estreito de Hormuz. Os líderes ressaltaram o apoio a um acordo provisório com o Irã para abrir negociações futuras.
Contexto e próximos passos
O memorando assinado entre Washington e Teerã estende por 60 dias o cessar-fogo vigente desde abril, para facilitar negociações de uma trégua permanente, segundo o texto divulgado pelo bloco.
O G7 mencionou a necessidade de evitar que o Irã obtenha armamento nuclear e destacou a coordenação com uma coalizão liderada por Reino Unido e França para garantir a segurança marítima no Hormuz, quando reaberto.
O acordo entre EUA e Irã ainda não foi tornado público na íntegra. Observadores veem avanços cautelosos, com Irã mantendo o poder e o programa nuclear, enquanto Washington busca restrições mais severas.
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