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Trump comenta encontro com Lula no G7

Lula e Trump se cumprimentaram rapidamente no G7; encontro curto ocorre em meio a propostas de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

'Foto de família': líderes do G7 e convidados em Evian, na França. 16/06/2026
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  • Lula e Trump se encontraram rapidamente nesta quarta-feira, 16, em Évian-les-Bains, França, após desencontro na foto oficial do G7.
  • Trump cumprimentou Lula com “Tudo bem? Bom trabalho” e deu um tapinha no ombro antes de seguir por um corredor do hotel.
  • Não houve encontro bilateral nem agenda prevista para tratar de tarifas ou da classificação de grupos criminosos, segundo informações de auxiliares.
  • Em áudio vazado, Lula diz que “não suporta o comportamento do governo americano” durante conversa informal com o líder da Coreia do Sul.
  • O Planalto criticou o protecionismo dos EUA em discurso na cúpula; o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos aponta questões a serem corrigidas com prazo até 15 de julho de 2026.

O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o norte-americano Donald Trump ocorreu de forma rápida nesta quarta-feira, 16, em Évian-les-Bains, na França, durante a cúpula do G7. O breve cumprimento aconteceu após um desencontro na foto oficial do dia anterior, sem anúncio de agenda oficial entre os dois.

Um vídeo do ICL Notícias mostra Trump se aproximando de Lula, cumprimentando com um aceno de cabeça e um comentário curto: “Tudo bem? Bom trabalho”, antes de tocar o ombro do brasileiro e seguir caminho pelo corredor do hotel onde ocorre o evento. O momento durou poucos segundos e não houve entrevista.

Segundo relatos de auxiliares, Lula já havia tentado viabilizar um encontro bilateral com Trump para discutir possíveis tarifas e a inclusão do Comando Vermelho e do PCC na lista de grupos considerados terroristas. A reunião não foi confirmada e não consta agenda pública para o tema.

A tensão entre Brasil e EUA também aparece em meio a falas de Lula que criticaram o protecionismo e o unilateralismo, defendendo soberania e cooperação contra o crime transnacional. Trechos de áudio obtidos pela Associated Press registraram o tom do discurso, em tom questionador sobre ações norte-americanas.

Sobre o cenário bilateral, o Planalto afirmou que houve interferência externa ao classificar grupos criminosos e assegurou que não haverá rearranjos que comprometam a soberania brasileira. A nota oficial criticou, de forma indireta, indivíduos que pedem ingerência estrangeira em assuntos internos.

A investigação do USTR, agência norte-americana, segue em curso para avaliar políticas de comércio digital, tarifas e outras medidas que afetem o Brasil. O prazo para medidas corretivas vence em 15 de julho de 2026, com etapas de consultas públicas programadas até lá.

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