- Trump afirmou, em coletiva na cúpula do G7, que o Brasil ficou “um pouco conturbado” e “perigoso politicamente”, citando rumores sobre prisões de envolvidos na política.
- O republicano disse ter ouvido falar da prisão de alguém ligado a uma candidatura, confundindo Bolsonaro Jr. com Eduardo Bolsonaro.
- O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu as declarações de Trump em entrevista coletiva neste mesmo dia.
- Eduardo Bolsonaro afirmou que a condenação do STF é “sem pé nem cabeça” e visa tirá-lo das eleições; ele foi condenado a quatro anos e dois meses de reclusão, com inelegibilidade de oito anos.
- No caso Master, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de inquéritos; documentos apontam financiamento de uma vida luxuosa para Ciro Nogueira, além de viagens pagas para Hugo Motta, e ameaças feitas pela irmã de um suspeito conhecido como “Sicário”.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em coletiva após a cúpula do G7 que o Brasil é politicamente perigoso. Segundo ele, o país estaria conturbado e citou a prisão de alguém ligado às eleições, sugerindo confusão entre Bolsonaro Jr e Eduardo Bolsonaro. As afirmações foram dadas nesta quarta-feira, na França.
Lula rebateu as declarações de Trump em entrevista coletiva separada, também após o encerramento do encontro mundial. O presidente brasileiro negou que o Brasil seja um país instável politicamente e manteve tom crítico às observações do visitante.
Trump voltou a acusar fraude eleitoral, dizendo que as eleições brasileiras são manipuladas. A fala ocorre em meio a críticas sobre o andamento do pleito presidencial de outubro, com o ex-presidente Jair Bolsonaro no centro de controvérsias promovidas pelas redes de apoio.
Condenação de Eduardo Bolsonaro
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, reagiu à decisão do STF que o condenou por coação no curso do processo. A pena é de 4 anos e 2 meses de prisão, com inelegibilidade de 8 anos e perda do cargo público de escrivão da PF. O PL diz que a sentença viola o devido processo legal.
Eduardo afirmou que a condenação é sem pé nem cabeça e visa tirá-lo das eleições. O partido planejava lançá-lo como suplente do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado, na disputa ao Senado.
Novos desdobramentos do caso Master
O ministro André Mendonça retirou o sigilo de inquéritos do caso Master, segundo informações da PF. Documentos apontam que o banqueiro Daniel Vorcaro financiou vida luxuosa para o senador Ciro Nogueira, em troca de atuação em favor do banco no Congresso.
Outras informações indicam despesas pagas por Vorcaro para o presidente da Câmara, Hugo Motta, além de registros de viagens e hospedagens. Em outro inquérito, a PF mencionou ameaças da irmã de um conhecido como “Sicário” à família de Vorcaro.
O Gazeta Agora entra ao vivo às 16h30, com apresentação de Carla Lima, comentários de Paulo Polzonoff Jr e Aline Brito, direto de Brasília.
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