- Trump afirmou na cúpula do G7 que os EUA poderiam ter continuado a guerra contra o Irã por até dois anos se o acordo não avançasse.
- Ele defendeu o memorando de entendimento com Teerã, que ainda não foi divulgado publicamente nem assinado, com detalhes em negociação.
- Segundo o presidente, sem o acordo, o Estreito de Ormuz poderia permanecer fechado, ampliando os impactos econômicos.
- Integrantes do governo americano sinalizaram à CNN que desejam encerrar o conflito o quanto antes.
- Trump manteve a ameaça de retomar bombardeios caso o Irã não cumpra os termos, afirmando ter condições para agir se necessário.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 17, que os EUA poderiam ter continuado a guerra contra o Irã por até dois anos caso o acordo entre as partes não avançasse. A declaração ocorreu em uma coletiva na cúpula do G7, na França, durante a defesa do memorando de entendimento com Teerã, ainda não fechado nem assinado.
Trump disse que o acordo evita maior instabilidade no Oriente Médio e que a continuidade do impasse poderia manter o Estreito de Ormuz fechado, com impactos econômicos mais graves. Ele também enfatizou que não deseja ver uma catástrofe econômica decorrente do conflito.
Governo americano e negociação diplomática
Apesar da defesa do acordo, a fala de Trump contrasta com sinais de interesse de parte da administração em encerrar o conflito o quanto antes, segundo a CNN. Um funcionário envolvido nas negociações afirmou que o objetivo é terminar com o confronto.
O presidente também indicou que pode retomar ataques caso o Irã não cumpra os termos, mencionando uma possibilidade de retomar bombardeios se Teerã não se comportar. Em outra ocasião, Trump havia reforçado que as negociações ainda estão em andamento e fluem para uma nova etapa.
Status atual do memorando
O texto final do memorando ainda depende de negociações adicionais e de uma etapa subsequente antes de qualquer assinatura oficial. Enquanto isso, líderes do G7 acompanham os desdobramentos para reduzir riscos de escalada na região.
A posição americana reforça a pressão sobre o Irã ao mesmo tempo em que Washington busca equilibrar o uso de força com uma via diplomática para avançar no acordo.
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