- O vice-presidente JD Vance defendeu o memorando de entendimento com o Irã durante coletiva na Casa Branca, mesmo diante de perguntas sobre ele ser o “cassete” caso o acordo falhe.
- Trump comentou que poderia responsabilizar Vance, mas alega que estava brincando.
- O texto do acordo foi divulgado posteriormente, incluindo a ideia de trabalhar com parceiros regionais para um plano de reconstrução do Irã com no mínimo USD 300 bilhões.
- Vance chegou a dizer em entrevistas que o Irã “poderia ter acesso” a esse fundo, enquanto Trump reagiu como “Fake News” e afirmou que não haveria aporte financeiro dos EUA.
- A viagem de Vance para a cerimônia de assinatura na Suíça foi anunciada pela Casa Branca, mas acabou sendo cancelada por enquanto; a situação mantém tensões dentro do Partido Republicano entre oposicionistas e hawks.
O vice-presidente JD Vance defendeu o memorando de entendimento com o Irã em coletiva na Casa Branca, na quinta-feira. Ele minimizou a ideia de que o presidente Trump o colocaria como provável culpado pelo eventual insucesso do acordo. A declaração ocorreu dias após Trump mencionar a hipótese de responsabilizar Vance.
Vance apresentou argumentos a favor do acordo, buscando explicar seus objetivos estratégicos e as implicações regionais. Mesmo assim, o tema dominou a agenda, com Trump aparecendo em segundo plano e levantando dúvidas sobre a logística de uma cerimônia de assinatura prevista para ocorrer na Suíça.
Na prática, o governo adiou a viagem de Vance para a cerimônia de assinatura. A decisão, anunciada no fim do dia, ressalta as dificuldades de governança em meio a críticas internas e à divisão dentro do próprio partido sobre a política frente ao Irã.
Repercussões políticas
Especialistas veem o papel de Vance como central na gestão de um tema que divide os republicanos entre opositores à intervenção militar e hawks que defendem linha mais firme. A avaliação é de que Vance pode intensificar a pressão para manter o foco do debate no governo.
O secretário de Estado, Marco Rubio, tem mantido perfil mais baixo na condução do conflito, o que contrasta com a presença de Vance na linha de frente diplomática. Já o secretário de Defesa, Pete Hegseth, apoia a campanha militar, mas participa menos ativamente das negociações diplomáticas.
Alguns estrategistas acreditam que a associação de Vance ao tema pode trazer consequências políticas, positivas ou negativas, dependendo do desfecho das negociações. A evolução para um acordo final ainda depende de questões técnicas centrais nos próximos meses.
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