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AIE afirma que Estreito de Ormuz deve ser reaberto sem condições

Agência Internacional de Energia defende reabertura do Estreito de Ormuz sem condições, diante de possível novo fechamento da hidrovia e revisões estratégicas globais

Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), na Cúpula Mundial da Economia da Semafor, durante as reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, em Washington, DC, EUA, na terça-feira, 14 de abril de 2026 — Foto: Aaron Schwartz/Bloomberg
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  • A AIE afirmou que o acordo provisório para encerrar a guerra com o Irã prevê a reabertura do Estreito de Ormuz sem condições.
  • O diretor-executivo Fatih Birol destacou que vários países estão revisando políticas energéticas, temendo nova interrupção da hidrovia, que foi bloqueada pelo Irã durante o conflito.
  • A agência planeja discutir novas estratégias com diferentes países, pois a crise redesenhou o mapa energético global, ressaltando a importância da confiança nos mercados.
  • A reabertura “sem condições” busca assegurar que todas as partes acreditem que é seguro, com ainda a ser definida a forma dos próximos passos do acordo.
  • A guerra começou com ataques dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro e bloqueou mais de 14 milhões de barris por dia da produção de petróleo do Oriente Médio.

Fatih Birol, diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), afirmou nesta quinta-feira que o acordo provisório para encerrar a guerra com o Irã deve levar ao reaberto do Estreito de Ormuz sem condições. O comentário foi feito em Istambul, durante evento da AIE.

Segundo Birol, diversos países estão revisando suas políticas energéticas diante da possibilidade de o estreito voltar a funcionar, pois o Irã o bloqueou durante o conflito. O caminho financeiro e estratégico das nações depende desse desfecho, disse ele, citando impactos nos mercados globais de energia.

Impacto na energia global

A AIE sinalizou que a crise redesenhou o mapa energético, com confiança considerada crucial para os mercados, que registraram queda de preços desde o acordo de paz provisório. A entidade planeja discutir novas estratégias com diferentes governos.

O acordo prevê a reabertura do estreito por Teerã e a suspensão do bloqueio naval dos EUA ao Irã, o que pode encerrar a maior interrupção de fornecimento de petróleo da história, segundo a AIE. Birol ressaltou que o desbloqueio deve ocorrer sem condições para que todos acreditem na segurança do tráfego.

Estreito de Ormuz e próximos passos

Birol enfatizou que, embora o vaso tenha sido quebrado, a experiência mostra que o estreito pode fechar novamente, se houver ruptura. A agência afirmou que o próximo passo é detalhar o acordo, o processo de negociação e as ações futuras.

A guerra contra o Irã teve início após ataques dos EUA e de Israel, em 28 de fevereiro, segundo a AIE. O bloqueio afetou a produção de petróleo da região, estimada em mais de 14 milhões de barris por dia.

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