- Zelensky afirmou que a ação contra a Rússia é resposta ao ataque a um mosteiro histórico e que Moscou “vai queimar” se ataques continuarem.
- Nesta quinta-feira, ele participa de reunião de aliados militares em Bruxelas para discutir defesa aérea via programa da OTAN e a criação de um sistema antimíssil balístico com apoio de aliados.
- O presidente ucraniano pediu à Europa e aos Estados Unidos que aumentem sanções sobre os setores de defesa e energia da Rússia, além da economia, para pressionar Putin a pôr fim à guerra.
- Marcelo Suano, consultor de risco político, disse que Zelensky mostrou liderança ao buscar apoio internacional para defesa e para reforçar a mobilidade de ataque, se necessário.
- Segundo Suano, usar o caso do mosteiro como justificativa para revidar ataques acende um alerta no Ocidente e é visto como justificativa para ações como o bombardeio em São Petersburgo.
Volodymyr Zelensky afirmou que a ação contra a Rússia é uma resposta ao ataque que danificou um mosteiro histórico na Ucrânia. O presidente reforçou que Moscou pode intensificar as ofensivas caso os conflitos continuem. A declaração ocorreu durante reunião de aliados em Bruxelas.
O presidente pediu que Europa e EUA aumentem a pressão com sanções, direcionadas aos setores de defesa e energia russos, além da economia em geral. Zelensky disse que tais medidas são necessárias para pressionar Vladimir Putin a encerrar a guerra.
Marcelo Suano, consultor de risco político, comentou que Zelensky consolidou apoio internacional para defesa ucraniana. Segundo ele, o líder usou o episódio do mosteiro para justificar ações de retaliação e manter o foco sobre a atuação da Otan.
Contexto
Analistas ressaltam que a Rússia registra perdas significativas segundo autoridades da Otan, estimadas em milhares de soldados por mês em média, o que influencia a estratégia de defesa da Ucrânia e a coordenação com aliados.
Continuidade da cooperação internacional e o andamento de fornecimento de sistemas de defesa e deslocamento estratégico são temas centrais da reunião em Bruxelas, com foco na dissuasão e na mobilidade de resposta a eventuais ataques.
Desdobramentos
As discussões devem consolidar medidas de apoio financeiro e logístico para a Ucrânia, além de ampliar o monitoramento de ações russas na região, sem que haja previsão de encerramento imediato do conflito.
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