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Ataques dos EUA a embarcações deixam pelo menos 207 mortos

Ataques dos EUA contra embarcações deixaram ao menos 207 mortos e 66 navios atingidos, sob argumento de frear o tráfico de drogas, gerando questionamentos legais

Montagem mostra 10 momentos em que as forças armadas dos EUA alvejaram embarcações em águas internacionais
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  • As forças armadas dos EUA dizem ter matado pelo menos 207 pessoas em ataques que destruíram 66 embarcações, segundo anúncios oficiais e análises da CNN, em campanha para conter o fluxo de drogas para os EUA.
  • Pelo menos 20 sobreviventes foram registrados, com dois deles detidos brevemente pela Marinha dos EUA antes de serem devolvidos aos seus países de origem.
  • Cerca de 11 pessoas são consideradas mortas após buscas não encontrarem seus corpos na água.
  • O ataque mais recente ocorreu nesta quinta-feira (18) a uma embarcação supostamente ligada ao tráfico de drogas.
  • A Guarda Costeira iniciou buscas em 30 de dezembro, suspensas em 2 de janeiro, e realizou buscas adicionais por sobreviventes de colisões em datas anteriores, sem localização de todos os envolvidos.

As forças armadas dos EUA afirmam que ataques a embarcações ligadas ao tráfico de drogas resultaram em ao menos 207 mortos e na destruição de 66 barcos. Segundo anúncios oficiais e análises da CNN, a operação é apresentada como parte de uma campanha para conter o fluxo de drogas para os Estados Unidos.

Há registros de pelo menos 20 sobreviventes, entre eles dois detidos brevemente pela Marinha dos EUA antes de serem devolvidos aos seus países de origem. Um número não especificado de pessoas continua desaparecido, com cerca de 11 consideradas mortas após buscas não identificarem corpos.

O ataque mais recente, envolvendo uma embarcação supostamente ligada ao tráfico, ocorreu nesta quinta-feira (18). A Guarda Costeira dos EUA iniciou buscas por sobreviventes que teriam abandonado o navio antes de ser atingido, em 30 de dezembro, em águas internacionais.

Contexto e respostas oficiais

A Guarda Costeira suspendeu as buscas em 2 de janeiro, após não localizar mais sobreviventes entre oito pessoas procuradas. Outras buscas por incidentes anteriores foram encerradas sem êxito em 27 de outubro, 23 de janeiro e 9 de fevereiro.

Segundo divulgado, o governo de Donald Trump classificou o uso de força como parte de um “conflito armado” contra cartéis de drogas, com os mortos descritos como “combatentes ilegais”. A catalogação justificaria ataques sem revisão judicial, segundo nota de autoridades, ainda sem apresentar provas públicas da presença de narcóticos nos barcos.

Alguns membros do Congresso e grupos de direitos humanos questionaram essa conclusão e defendem que suspeitos traficantes deveriam ser processados segundo a política de interdição anterior à posse do presidente. Autoridades ressaltaram que nenhum membro das Forças Armadas ficou ferido nos ataques.

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