- O acordo entre Estados Unidos e Irã foi negociado a portas fechadas em meio a uma corrida de última hora, com mediação do Catar.
- Em Teerã, a partir da meia-noite, houve uma reunião próxima ao aeroporto para consolidar o anúncio, após divergências entre interlocutores.
- O Paquistão anunciou o acordo às 0h45 de segunda-feira, e o presidente norte‑americano confirmou pouco depois, liberando o bloqueio naval aos portos iranianos.
- O texto divulgado prevê a abertura do Estreito de Ormuz à navegação e um plano de US$ 300 bilhões para reconstrução e desenvolvimento do Irã, mas adia questões difíceis sobre o programa nuclear.
- As negociações ocorreram em meio a tensões regionais com Israel e a pressão iraniana por mais concessões, com a mediação envolvendo o Catar e participação de autoridades de vários países.
Pouco depois da meia-noite em Teerã, uma comitiva acelerou para o aeroporto e autoridades do Catar interromperam a viagem para defender um acordo anunciado. As negociações com o Irã entraram em fase crítica, com instruções claras para não partir sem um entendimento.
Em Washington, Trump planejava um jantar de aniversário e ações de mediadores indicavam que o encontro poderia pesar na assinatura. Em Israel, autoridades acompanhavam um revés diplomático ligado a uma suposta negociação com o Irã, em meio a ataques no Líbano. O atendimento às expectativas de todos os lados influenciou o desfecho.
O Paquistão atuou como mediador auxiliar, com o primeiro-ministro anunciando o acordo em Teerã por volta de 0h45, horário local. Em seguida, Trump confirmou o acordo e anunciou a suspensão imediata do bloqueio naval aos portos iranianos.
Contexto internacional
O esforço diplomático ocorreu após quatro meses de tensão entre EUA e Irã, incluindo uma temporada de ameaças retóricas, ataques e tentativas de evitar uma escalada maior. O objetivo central foi evitar o acirramento da crise nuclear, mantendo aberturas para negociações futuras sobre o programa iraniano.
O conteúdo do acordo
O texto divulgado pela Casa Branca previa a abertura do Estreito de Ormuz à navegação e um plano de US$ 300 bilhões para reconstrução do Irã. Contudo, as medidas sobre o programa nuclear seriam adiadas para fases posteriores, mantendo disputas a respeito de enriquecimento de urânio.
Reações e desdobramentos
Autoridades iranianas indicaram que fariam ajustes finais após contatos com interlocutores da região. Em resposta, catarianos e paquistaneses articulavam compromissos de última hora para evitar que a assinatura fosse dificultada por conflitos regionais.
O que vem a seguir
Diversas partes destacam que o acordo evita, no curto prazo, uma nova rodada de ataques, mas deixa aberto o debate sobre o enriquecimento iraniano. Analistas ressaltam que o tema nuclear deverá retornar em negociações futuras, com participação internacional contínua.
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