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Cinco impactos do acordo de paz com o Irã para você e seu dinheiro

Acordo de paz entre Estados Unidos e Irã pode reduzir preços de combustível, mas incertezas mantêm volatilidade de energia e inflação

Getty Images A young woman fills her car at a petrol station
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  • Em dezoito de junho, Irã e Estados Unidos assinaram acordo para encerrar o conflito, com o estreito de Hormuz prestes a reabrir; negociações sobre o programa nuclear ficam para sessenta dias.
  • Os preços da gasolina e do diesel caíram recentemente, mas continuam bem acima dos níveis de antes do conflito.
  • No Reino Unido, a tarifa de energia deve subir cerca de treze por cento (aproximadamente 221 libras) por ano a partir de julho, e não se espera retorno rápido ao nível pré-conflito.
  • As passagens aéreas podem permanecer relativamente altas, já que o combustível de aviação subiu no início do conflito, embora tenha recuado recentemente.
  • As autoridades monetárias devem manter as taxas de juros estáveis neste ano, com cenários de cortes apenas no próximo ano, diante da incerteza causada pelo conflito e pela inflação.

O acordo de paz entre o Irã e os EUA, assinado no dia 18 de junho, busca encerrar o conflito que atingiu a região desde fevereiro. O pacto prevê a retomada do tráfego no estreito de Hormuz, caminho estratégico para o petróleo, e mantém dúvidas sobre a duração do acordo devido à suspensão de alguns temas, como o programa nuclear iraniano, por 60 dias.

A guerra elevou os preços de combustíveis e impactos gerais na economia global. Com o estreito de Hormuz fechado, os custos de energia subiram e refletiram em tarifas, voos e contas domésticas. A expectativa é de alívio graduado conforme o estreito reabra e as negociações avancem.

Preços de combustível

Na UK, o combustível fóssil continua acima dos níveis pré-conflito, ainda que tenha recuado nos últimos meses. O preço médio da gasolina fica em torno de 154,72p por litro, e o diesel em 174,30p, segundo dados recentes. Nos EUA, a gasolina está em cerca de US$ 4,05 por galão, com o diesel em US$ 5,06, na média atual.

Especialistas indicam que a tendência de queda dos preços pode se manter se a redução do petróleo global for sustentável, mas questionam a rapidez desse recuo em relação ao aumento observado durante a escalada do conflito.

Energia para aquecimento

Os custos com gás no Reino Unido quase dobraram no início do conflito, elevando preocupações com faturas de energia. O preço de referência oscilou, chegando a 98p por therm, após ter atingido picos próximos de 157p. A recomendação de especialistas é reservar cautela diante de possíveis oscilações.

Ofgem estabeleceu o teto de tarifas para julho, com aumento anual previsto de 13% (em média £221) para milhões de domicílios. Mesmo com a queda recente, a recuperação completa aos níveis anteriores não é garantida, segundo analistas.

Viagens e aviação

O Golfo, base de abastecimento de combustível para a Europa, influenciou o preço do combustível para aviação. Antes do acordo, houve alta de tarifas de longo curso, mas algumas companhias reduziram tarifas para atrair demanda. Mesmo com recuo recente do preço do combustível, as projeções apontam que os custos de voo devem permanecer acima dos níveis pré-guerra durante boa parte do ano.

Inflação e juros

A inflação já registrava trajetória de queda antes do conflito, mas a elevação de preços de energia interrompeu esse movimento. A inflação no Reino Unido tem variado, com impactos esperados na próxima atualização do teto de energia. Nos EUA e na UE, a inflação também apresentou altas no último período, influenciada pelo preço da energia.

Autoridades monetárias mantiveram as taxas estáveis diante da incerteza energética. O Banco da Inglaterra manteve a taxa em 3,75%, citando pressões inflacionárias ainda presentes. O Federal Reserve manteve a faixa de 3,5% a 3,75%, citando incertezas ligadas ao conflito. A BCE elevou a taxa pela primeira vez em quase três anos, apontando pressões inflacionárias decorrentes da guerra.

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