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EUA e Irã assinam cessar-fogo após ameaça de retomar ataques por Trump

Acordo provisório entre EUA e Irã encerra hostilidades; diluição de urânio, alívio de sanções e retorno do Irã ao mercado de petróleo, com 60 dias de negociações

O presidente dos EUA, Donald Trump, observa ao chegar para uma sessão de trabalho com os líderes do G7 e parceiros associados sobre a promoção do crescimento econômico, durante a Cúpula do G7 em Evian-les-Bains, na França, em 17 de junho de 2026 REUTERS/Christian Hartmann
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  • EUA e Irã assinam acordo provisório para pôr fim à guerra; o texto foi divulgado na quarta-feira e entra em vigor imediatamente.
  • Irã diluirá urânio enriquecido, e os EUA aliviarão sanções, abrindo caminho para o Irã retornar ao mercado global de petróleo.
  • O pacto prevê 60 dias de negociações sobre o futuro do programa nuclear iraniano e o fim das hostilidades.
  • Cria-se um fundo de US$ 300 bilhões para a reconstrução do Irã, sujeito ao avanço das negociações; o estreito de Ormuz ficará aberto sem pedágios por dois meses.
  • A guerra já deixou mais de 7.000 mortes; o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou retomar ataques, e líderes do G seven pedem cessar-fogo imediato no Líbano.

Estados Unidos e Irã assinaram nesta quarta-feira, 17, um acordo provisório para encerrar a guerra entre os dois países. O texto foi divulgado após negociações mediadas pelo Paquistão e envolve o fortalecimento de uma trégua, com promessas de medidas de redução de tensão.

O acordo prevê que o Irã dilua parte de seu urânio enriquecido e, em contrapartida, as sanções americanas sejam flexibilizadas. Com isso, o Irã ficaria mais próximo de retornar ao mercado global de petróleo. A assinatura ocorreu em Versalhes, durante evento com autoridades de ambos os lados.

O pacto entra em vigor imediatamente e estabelece um prazo de 60 dias para discutir o futuro do programa nuclear iraniano. O Paquistão informou ter atuado como mediador, com a assinatura ocorrendo também na presença de representantes de outras nações envolvidas.

Acordos de cooperação nuclear e a criação de um fundo de US$ 300 bilhões para reconstrução do Irã também constam do texto, cuja íntegra ainda não foi divulgada oficialmente. Fontes oficiais mantêm o conteúdo sob sigilo, com informações preliminares vazadas à imprensa.

Acordos sobre o estreito de Ormuz são citados entre as medidas, com a livre passagem temporária sem pedágios por dois meses. O Irã poderá estabelecer taxas no futuro, conforme o andamento das negociações. O Irã reafirma não fabricar armas nucleares, segundo as informações disponíveis.

Trump sinalizou resistência a não cumprir compromissos, mas não houve confirmação formal de novas sanções no momento. Autoridades iranianas celebraram o gesto diplomático como avanço, embora mantenham cautela sobre o desdobramento dos termos.

Detalhes e desdobramentos do acordo

Em Teerã, o chefe de Estado assinou o documento com expressão séria, segundo a imprensa estatal. Mantenção da integridade territorial do Líbano também consta do texto, mesmo diante de divergências envolvendo Israel e o Hezbollah.

Contexto do conflito e impactos globais

O conflito, iniciado com ataques entre forças associadas aos Estados Unidos e ao Irã, resultou em milhares de mortes e elevou preços de energia. A disputa suscitou preocupações sobre crises alimentares em países em desenvolvimento e instabilidade regional.

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