- EUA oficializam a retirada do bloqueio naval no Mar Arábico contra navios ligados a portos iranianos.
- O bloqueio foi imposto em 13 de abril como retaliação ao fechamento do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.
- O último balanço do CENTCOM aponta que a Marinha dos EUA atacou nove embarcações que não cumpriram ordens, redirecionou 135 navios e permitiu a passagem de 42.
- Mesmo com a retirada, os EUA manterão navios na “área geral” para monitorar o cumprimento do acordo de paz entre os dois países, assinado em 17 de junho.
- O memorando prevê 60 dias para chegar a um consenso final sobre o fim da guerra; a reabertura do Estreito de Ormuz depende da retirada de minas subaquáticas pela Guarda Revolucionária Islâmica.
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou nesta quinta-feira, 18 de junho, a oficialização da retirada do bloqueio naval imposto aos navios ligados a portos do Irã no Mar Arábico. O movimento encerra uma medida tomada pelos EUA para penalizar o Irã após o fechamento do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária Islâmica.
De acordo com o comunicado do CENTCOM, as forças americanas não impedem mais o tráfego de embarcações com destino ou origem em portos iranianos. O texto também informa que todos os esforços de aplicação do bloqueio foram encerrados.
O bloqueio foi iniciado em 13 de abril, como retaliação ao fechamento do Estreito de Ormuz. O objetivo era pressionar o Irã a reabrir a passagem marítima para navios comerciais, sob controle das autoridades iranianas.
Segundo o último balanço do CENTCOM, a Marinha dos EUA atuou contra nove embarcações que não obedeceram às ordens, redirecionou 135 navios e permitiu a passagem de 42 navios. Mesmo assim, há continuidade de monitoramento militar na região.
Acordo com o Irã e monitoramento
As forças americanas passam a manter navios na “área geral” para acompanhar o cumprimento do acordo firmado entre EUA e Irã, na véspera, que prevê o fim da guerra entre as partes. O acordo também prevê a reabertura do Estreito de Ormuz para tráfego comercial, ainda sujeita à retirada de minas subaquáticas pela IRGC.
O memorando estabelece um prazo de 60 dias para que os dois países cheguem a um texto final que encerre o conflito. Até lá, permanece o acompanhamento das medidas de verificação e de cumprimento do acordo.
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