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Hegseth anuncia revisão das forças dos EUA na Europa; alguns aliados falharão

Revisão de seis meses das forças dos Estados Unidos na Europa sinaliza que aliados podem perder contribuições se não atingirem a meta de cinco por cento do PIB para defesa

EPA Hegseth gestures with both of his hands as he stands in front of a Nato branded blue backdrop at a summit. He is wearing a dark blue suit, white shirt and white, blue and pink striped tie.
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  • O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou uma revisão de seis meses das forças americanas na Europa e criticou aliados que chamam de “free-riders”.
  • A revisão, batizada de Nato 3.0, visa acelerar a liderança europeia em segurança e ajustar o modelo de forças de prontidão da aliança.
  • Washington quer que os membros contribuam mais com defesa na Europa, com meta de cinco por cento do PIB, incluindo três ponto cinco por cento em defesa e um ponto cinco por cento em infraestrutura.
  • Hegseth afirmou que as contribuições de Nato podem influenciar as cotas da aliança caso outros países não cumpram as metas, com potenciais reduções nas quotas.
  • O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse que o gasto com defesa já subiu quase vinte por cento no último ano e que os europeus já estão recompondo recursos para substituírem o que os EUA reduziram.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou uma revisão de seis meses das forças dos EUA na Europa durante uma reunião de ministros da Defesa da OTAN em Bruxelas. A avaliação, chamada por ele de Nato 3.0, visa acelerar a liderança europeia em segurança. O objetivo é revisar compromissos e capacidades da aliança na região.

Hegseth revelou que alguns aliados podem não cumprir metas de gasto com defesa, enquanto outros teriam desempenho satisfatório. Ele citou o que chamou de “free-riding” entre membros, sob críticas quanto a limites impostos à ajuda às forças americanas durante o conflito com o Irã. A revisão ocorre após a redução de compromissos da força de alta prontidão da OTAN, o Nato Force Model.

O governo dos EUA quer maior contribuição dos aliados para defesa na Europa e aponta a meta de gastar 5% do PIB, com 3,5% em defesa e 1,5% em infraestrutura relacionada. O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, informou que o gasto já subiu quase 20% no último ano, com europeus remanejando recursos. As mudanças entraram em vigor de imediato, segundo ele.

Avaliação de gastos e compromissos

Rutte ressaltou que o aumento de despesas já foi comprovado e que alguns avanços já foram realizados, com mais ações em andamento. Detalhes sobre a redução de compromissos da força americana não foram divulgados, mas incluem capacidades aéreas e navais.

Hegseth afirmou que as contribuições anuais da OTAN dependem do cumprimento das metas de defesa. Em caso de atraso, as quotas públicas da aliança podem ser reduzidas. Não houve menção a países específicos durante o discurso.

Cenário regional e sinalizações

Em maio, os EUA anunciaram a retirada de 5.000 tropas da Alemanha, após divergências entre os líderes dos dois países sobre o Irã. Na mesma época, a Polônia foi informada sobre retirada de 4.000 soldados, notícia que mais tarde teve reversão parcial, com promessa de até 5.000 ao solo polonês.

A Polônia recebe até 10 mil tropas dos EUA em regime de rotação, e o ministro da Defesa polonês disse que Varsóvia abriu a possibilidade de uma base permanente, sujeita a detalhes de acordo. O debate envolve presença militar americana na região e custos de infraestrutura.

Rutte indicou que os aliados devem apresentar planos claros para cumprir a meta de 5% do PIB em defesa até 2035, com prazos mais rápidos se possível. A OTAN busca demonstrar a capacidade de manter a segurança com maior participação europeia.

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