- O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã informou que não cobrará taxas para navios que atravessarem o Estreito de Ormuz por 60 dias, durante o cessar-fogo com os EUA.
- O governo iraniano vai arcar com esses custos; detalhes operacionais, rota e horário serão divulgados pela Autoridade das Vias Navegáveis do Golfo Pérsico, com aumento gradual do tráfego.
- A passagem livre está prevista no acordo de cessar-fogo assinado na última quarta-feira; os negociadores vão discutir o tema nos próximos dias.
- As negociações entre EUA e Irã previstas para esta sexta-feira, na Suíça, não ocorreram, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores suíço.
- O programa nuclear iraniano continua entre os temas a serem discutidos; nos 60 dias, serão tratados o patamar de enriquecimento de urânio e a retirada do material já em estoque.
O Irã informou que não cobrará taxas para navios que atravessarem o Estreito de Ormuz por 60 dias. A medida ocorre durante o regime de cessar-fogo acordado com os Estados Unidos, para discutir detalhes da negociação.
O anúncio foi feito pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã e divulgado pela agência Irna. O governo também afirmou que arcará com os custos de passagem durante esse período.
Segundo o órgão, os detalhes operacionais, a rota e o horário das passagens serão divulgados pela Autoridade das Vias Navegáveis do Golfo Pérsico. A ideia é permitir o aumento gradual do tráfego.
O acordo de cessar-fogo prevê a passagem gratuita de navios comerciais pelo estreito por 60 dias, com implementação imediata após a assinatura. O Irã manterá a gestão do tráfego em cooperação com Omã.
Antes, o Irã havia sinalizado que cobraria pedágio, o que contraria declarações feitas pelo presidente dos EUA. O cessar-fogo formalizou o compromisso de isenção de tarifas nesse período.
Apesar da assinatura, não houve a realização da reunião entre EUA e Irã prevista para sexta-feira na Suíça, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores suíço. A agenda permanece incerta.
A tensão entre os países persiste, com Israel mantendo ações no sul do Líbano. O envolvimento regional complica a implementação total do acordo entre Washington e Teerã.
O Estreito de Ormuz continua a ser um ponto estratégico para o escoamento global de petróleo e gás. A passagem livre evita impactos significativos nos preços internacionais de energia.
No entanto, temas sensíveis, como o programa nuclear iraniano, permanecem em negociação. Os negociadores devem definir o patamar de enriquecimento de urânio e a retirada de material já existente.
Estimativas apontam que o Irã possui cerca de 11 toneladas de urânio, com 441 kg enriquecidos a 60%. O Irã sustenta que não busca armas nucleares, enquanto os EUA desejam garantias e levantamento de sanções.
Analistas apontam que Teerã pode sair fortalecida da conjuntura de guerra, influenciando o peso das negociações. A viabilidade de um acordo mais robusto depende de garantias de segurança para o Irã.
Ao longo das negociações, autoridades chinesas, europeias e regionais devem acompanhar o andamento para evitar escaladas militares que comprometam o comércio no Golfo.
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