- O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, afirmou que o país confia na capacidade de Donald Trump de negociar com o Irã e garantir a segurança de Israel.
- O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não se considera vinculado ao trecho do memorando entre Irã e Estados Unidos sobre ações militares, mas acredita que negociar com o Irã é a melhor forma de segurança.
- Israel continuará a agir contra o Irã na Síria e no Líbano e está aberto a negociações, desde que a segurança de Israel não seja colocada em risco.
- O memorando assinado em 2015, sob o governo de Barack Obama, estabeleceu limites ao programa nuclear iraniano; o acordo foi abandonado por Donald Trump em 2018, com nova imposição de sanções.
- Desde então, as relações entre Estados Unidos e Irã deterioraram-se, e o Irã tem aumentado sua presença militar na Síria e no Líbano.
O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, disse nesta quarta-feira que o país confia na capacidade do ex-presidente Donald Trump de negociar com o Irã, buscando ouvir a segurança de Israel. A declaração ocorreu durante sessão do Conselho de Segurança.
Danon afirmou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não se vincula a trecho do memorando entre Irã e EUA sobre ações militares, mas defende que a melhor forma de garantir a segurança israelense é por meio de negociações com o Irã.
Segundo o embaixador, Israel manterá ações contra o Irã na Síria e no Líbano, onde mantém presença militar relevante. A posição sublinha a disposição de dialogar, desde que a segurança de Israel não seja comprometida.
Israel está aberto a negociações com o Irã, desde que não haja riscos à sua defesa. O anúncio ocorre em meio a tensões regionais provocadas pelo programa nuclear iraniano e pela retirada dos EUA do acordo de 2015.
Contexto: memorando, sanções e dinâmica regional
O memorando de 2015, assinado durante a gestão Obama, previa limites ao programa nuclear iraniano em troca de alívio de sanções, e foi abandonado por Trump em 2018. Desde então, as relações entre EUA e Irã se deterioraram.
O Irã tem aumentado sua presença militar na Síria e no Líbano, segundo fontes internacionais. O governo israelense reiterou que não aceitará acordos que comprometam sua segurança e que continuará a agir na região.
A posição de Netanyahu, conforme descrito por Danon, enfatiza o equilíbrio entre abertura ao diálogo com o Irã e a demanda por garantias de defesa. O tema permanece central para a política externa de Israel.
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