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Israel ataca Líbano após assinatura de memorando entre EUA e Irã

Ataques israelenses ao Líbano seguem, enquanto EUA e Irã assinam acordo que poderá ampliar negociações e manter tropas israelenses no sul libanês

Vista de uma rua de lojas danificada por ataques israelenses, em Nabatieh, Líbano , 17 de junho de 2026
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  • Israel realizou novos ataques aéreos contra o Líbano pela manhã desta quinta-feira (18), mesmo após a assinatura de um memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã.

  • O texto prevê 60 dias de negociações para chegar a um acordo definitivo sobre a guerra, com extensão igual de cessar-fogo e inclusão do Líbano, embora Israel ainda reivindique o direito de combater o Hezbollah.

  • Israel negocia com os EUA para manter seu destacamento militar no sul do Líbano, incluindo uma zona de segurança ao sul do rio Litani, conforme fontes próximas a Netanyahu.

  • O Irã condicionou o acordo à inclusão do Líbano, e o memorandum prevê a cessação permanente da guerra no Líbano e a garantia de integridade territorial.

  • Houve relatos de ataques no sul do Líbano e de um civil morto; drones israelenses foram ouvidos sobre Beirute e áreas próximas, conforme Reuters.

Forças israelenses lançaram novos ataques aéreos contra o Líbano na manhã desta quinta-feira, 18, após a assinatura de um memorando de entendimento entre EUA e Irã. O acordo preliminar busca encerrar o conflito no Oriente Médio por meio de negociações de 60 dias para um acordo definitivo, mantendo o cessar-fogo no sul do Líbano e permitindo a continuidade da atuação de Israel contra o Hezbollah.

O memorando, assinado entre EUA e Irã, prevê cessação permanente da guerra no Líbano e garantia da integridade territorial do país. O Líbano é citado como parte do acordo, mas Israel mantém a reivindicação de manter uma zona de segurança ao sul do rio Litani. O Hamas não está envolvido neste texto.

Israel tem mantido um destacamento militar no sul do Líbano desde uma invasão de março. Autoridades israelenses dizem que as negociações com Washington visam sustentar essa presença, enquanto Israel insiste em prerrogativas de combate ao Hezbollah, aliado do Irã na região.

Desde o anúncio inicial do acordo, as hostilidades no Líbano oscilaram entre diminuição e novos ataques. Na manhã desta quinta-feira, relata a imprensa libanesa, ataques aéreos e tiros de artilharia atingiram cidades do sul do país, provocando ao menos uma morte.

Testemunhas locais relatam voos de drones israelenses sobre Beirute e áreas metropolitanas. Deslocados no sul do Líbano expressaram ceticismo sobre se a guerra seria encerrada de fato, citando dúvidas sobre as condições impostas pelos EUA e pelo Irã.

Duas autoridades israelenses, que pediram anonimato por causa da sensibilidade do tema, confirmaram que o governo mantém conversas com Washington sobre a continuidade de tropas no sul do Líbano. A depender do resultado das negociações, o desfecho pode influenciar relações entre os aliados.

O premiê israelense Benjamin Netanyahu e seus apoiadores têm criticado publicamente as ações de Israel no Líbano, enquanto o governo americano sinaliza pressões para evitar novas hostilidades. A situação segue sob monitoramento internacional, com foco nas próximas etapas de negociação.

Desdobramentos e posições

  • No Líbano, a população continua a sentir os impactos dos ataques e das tensões entre Israel e grupos pró-Teerã.
  • As negociações entre EUA e Irã permanecem centrais para o futuro imediato da região, com o papel de Israel em jogo.
  • Observadores destacam que a continuidade da presença militar israelense no sul do Líbano pode influenciar o equilíbrio regional.

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