- Israel publicou mapa com zona de segurança ampliada no sul do Líbano, quase 10 quilômetros dentro do território libanês.
- O Exército diz que tropas permanecerão na região para eliminar ameaças do Hezbollah, aliado do Irã; a área alcança Nabatieh.
- Tel Aviv afirma que não descarta novos ataques fora da zona e está em negociações difíceis com os EUA para manter a área ocupada, desafiando o acordo EUA–Irã sobre soberania libanesa.
- Três pessoas morreram em ataques atribuídos a Israel, segundo a agência libanesa NNA; houve uso de drone contra um carro em Kfar Tebnit.
- Hezbollah rejeita zonas de segurança em território libanês; negociações para encerrar a guerra no Oriente Médio ocorrem em Washington, e Israel diz poder se retirar se as negociações avançarem.
Israel publicou nesta quinta-feira um mapa que amplia a zona de controle militar no sul do Líbano e disse que não descarta ataques além da área mostrada. A medida desafia o pacto entre EUA e Irã que trata da soberania libanesa.
O Exército de Israel afirma manter tropas na região para eliminar ameaças do Hezbollah, aliado do Irã. O mapa mostra a zona de segurança estendida a quase 10 km dentro do território libanês, incluindo áreas próximas a Nabatieh.
Segundo a agência Reuters, uma autoridade israelense de alto escalão disse que as negociações com o governo americano para sustentar a área ocupada são difíceis. O anúncio ocorre após novas ações críticas entre Israel e o Hezbollah.
Reação libanesa e dados recentes
A agência libanesa NNA reportou três mortes em ataques atribuídos a Israel nesta quinta-feira, em várias operações. Um drone teria atingido um carro na região de Kfar Tebnit, segundo a NNA.
O Hezbollah rejeita a ideia de zonas de segurança em território libanês, conforme declaração de seu líder Naim Qassem. Ele afirmou que Israel deve se retirar sem considerar zonas de qualquer cor.
Tribos diplomáticas apontam que um acordo provisório para encerrar combates no Oriente Médio prevê a integridade territorial do Líbano. O texto exige respeito à soberania libanesa por todas as partes.
O governo israelense não confirma retirada imediata nem desativação total da zona. Tel Aviv condiciona eventuais mudanças ao andamento das negociações com Washington e ao desarmamento do Hezbollah.
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