- Israel divulgou nas redes um mapa que mostra a ocupação de território libanês, com uma Zona de Segurança de cerca de 10 quilômetros da fronteira para proteger o norte do país contra o Hezbollah.
- As Forças de Defesa afirmam que as tropas permanecem na Zona de Segurança, posicionadas a aproximadamente 10 km dentro do Líbano, com o objetivo de remover ameaças e reforçar a defesa dos moradores.
- O ato ocorre após o desafio ao acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã, que prevê fim dos combates e garantia da integridade territorial do Líbano.
- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, continua rejeitando apelos de Donald Trump para retirar as tropas do Líbano e suspender os bombardeios; duas autoridades israelenses dizem que as negociações com os EUA são difíceis.
- Trump reagiu criticando as ações de Israel no Líbano, afirmando que não é necessário bombardear prédios residenciais inteiros e sugeriu que a Síria poderia lidar com o Hezbollah se Israel não conseguir.
Israel mostrou sua posição após ataques no sul do Líbano, publicando um mapa das redes sociais que detalha a chamada Zona de Segurança mantida no norte. A área fica a cerca de 10 quilômetros da fronteira libanesa e visa conter o Hezbollah.
De acordo com as Forças de Defesa de Israel (IDF), as tropas se encontram aproximadamente 10 km dentro do território libanês. O objetivo declarado é remover ameaças e reforçar a proteção aos residentes do norte do país.
O anúncio ocorreu após um ataque israelense no sul do Líbano, na quinta-feira, em meio a tensões decorrentes de um acordo de paz entre EUA e Irã firmado na semana anterior. O pacto, ainda segundo autoridades locais, exige fim dos combates e respeito à soberania libanesa.
Diálogo com os EUA e posição de Israel
Duas autoridades israelenses, sob condição de anonimato, afirmaram a Reuters que o país mantém negociações com os EUA sobre a permanência das tropas no Líbano. Elas destacaram que o tema é complexo e que Israel não pretende recuar de sua mobilização.
As informações indicam que, no governo israelense, a posição é de defesa da Zona de Segurança e de continuidade das operações contra o Hezbollah. Além disso, críticas ao acordo com o Irã foram mencionadas por fontes ligadas ao governo.
Contexto regional
Na prática, o acordo EUA-Irã condiciona o fim de hostilidades e a garantia da integridade territorial do Líbano. O tema envolve também a relação de Israel com potências regionais e com aliados ocidentais, incluindo o governo norte-americano.
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