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Israel rompe relações com chefe da diplomacia da UE

Israel rompe relações com a chefe da diplomacia da União Europeia após acusação de comparação com o Apartheid; a UE mantém defesa da solução de dois estados

Kallas lembrou que a UE condenou os assentamentos israelenses na Cisjordânia, que impossibilitam a solução de dois Estados
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  • O ministro do Exterior de Israel, Gideon Saar, rompeu relações com a chefe de política externa da União Europeia, a primeira-ministra da Estônia, Kaja Kallas, após acusá-la de comparar o tratamento a palestinos a um regime de Apartheid.
  • Saar afirmou, via postagem no X, que rompe os laços até que Kallas se retrate das acusações consideradas difamatórias contra o Estado de Israel.
  • A acusação de Saar se baseia em uma matéria do Euractiv, que disse que Kallas fez a comparação em reuniões a portas fechadas durante visita ao México, em maio.
  • Kallas respondeu propondo diálogo, ressaltando o compromisso da UE com a relação construtiva com Israel e reiterando que a solução de dois Estados continua sendo o único caminho viável para a paz.
  • A UE mantém posição de condenar os assentamentos na Cisjordânia, vistos como obstáculo à solução de dois Estados; especialistas e organizações de direitos humanos já compararam o regime a Aparthied, embora haja divergência entre governos.

Israel rompe relações com chefe da diplomacia da UE e acende tensão diplomática

O ministro israelense das Relações Exteriores, Gideon Saar, anunciou rompimento de laços com a chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, após acusação de comparação entre tratamento a palestinos e apartheid. A discordância se tornou pública via redes sociais.

Saar afirmou ter rompido todos os laços até que Kallas se retrate da alegação, sustentando que a comparação é difamatória contra o Estado de Israel. A acusação teria sido feita durante a visita de Kallas ao México, em maio, segundo a reportagem.

Kallas respondeu pela mesma via digital, dizendo buscar diálogo com Israel e reiterando a posição da UE sobre a solução de dois Estados e o repúdio aos assentamentos na Cisjordânia. Ela ressaltou a condenação aos trabalhos de colonização.

Contexto e desdobramentos

A UE já havia condenado os assentamentos na Cisjordânia, considerados obstáculos à paz, segundo o bloco. Organizações internacionais também apontam para danos a perspectivas de uma solução de dois Estados. A abordagem de Saar intensifica o atrito entre Israel e a UE.

A Anistia Internacional e o Security Council já associaram práticas israelenses ao apartheid em diferentes avaliações, enquanto o governo de Israel sustenta que a comparação não reflete a política oficial. A posição da UE permanece inalterada em relação ao tema.

A disputa ocorre em meio a tensões regionais e debates sobre o futuro político da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental, territórios ocupados desde 1967. Palestinos reivindicam os territórios como base para um futuro Estado independente.

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