- Mojtaba Khamenei afirmou que Donald Trump, em ato de desespero, usou influência para fechar o acordo de paz entre Irã e Estados Unidos.
- O Irã disse que autoridades realizaram grandes esforços, e que a assinatura foi resultado de pressão norte-americana.
- O líder supremo disse que autorizou a assinatura do acordo ao presidente do Irã, mesmo com visão diferente sobre o tema.
- O texto ressalta que negociações presenciais futuras não significam aceitar a posição do inimigo, e que as condições do acordo devem ser respeitadas.
- O acordo encerra o conflito iniciado em 28 de fevereiro e abre caminho para negociações técnicas, mantendo o status quo até eventual tratado da ONU.
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, disse nesta quinta-feira, 18, que o presidente dos EUA, Donald Trump, agiu em desespero para conciliar o acordo de paz entre Irã e Estados Unidos. A declaração foi divulgada pela imprensa iraniana.
Khamenei afirmou que autoridades iranianas, movidas por boa vontade, fizeram esforços para chegar ao acordo, mas que Trump utilizou de influência para concretizá-lo. O texto enfatiza que não representa aceitação da posição do inimigo.
O líder iraniano disse ainda que autorizou o presidente iraniano a assinar o acordo, por compromissos com a salvaguarda dos direitos da nação. A assinatura ocorreu após o início de negociações técnicas.
O comunicado reitera que o Irã aguardará o cumprimento das condições do acordo pelos EUA e alerta que negociações presenciais futuras não significarão aceitação da posição americana. Repete votos de vitória para a nação iraniana.
O documento aponta que o conflito, iniciado em 28 de fevereiro após ataques de Israel e dos EUA, entra em uma fase de negociações técnicas para definir mecanismos de execução do entendimento.
O que muda na prática
Apesar da assinatura, o texto não encerra pendências entre Washington e Teerã. Um tratado final depende de novas rodadas e da ratificação do Conselho de Segurança da ONU.
Até então, mantém-se o status quo: o Irã seguirá com seu programa nuclear nos termos atuais; os EUA não devem impor novas sanções nem ampliar presença militar na região.
Entre as primeiras medidas está a reabertura do Estreito de Ormuz, com regras de navegação e cobrança a definir, refletindo o avanço das negociações.
O acordo prevê a suspensão gradual de sanções econômicas contra o Irã, especialmente no setor de energia, com a possibilidade de eliminação total das restrições em um tratado definitivo.
Núcleo nuclear e financiamento
O tema central envolve o programa nuclear iraniano, com diluição de urânio sob supervisão da AIEA e novos mecanismos de verificação em fases técnicas.
A AIEA estima que o Irã mantinha cerca de 440 kg de urânio enriquecido a 60% antes do conflito, o que exige monitoramento contínuo e participação da agência.
O entendimento também prevê a criação de um fundo de reconstrução de US$ 300 bilhões e a liberação de ativos iranianos no exterior, com regras a definir nas próximas negociações.
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