- Lula mandou um recado direto a Donald Trump: não se meta nas eleições do Brasil, que ocorrem em outubro.
- Trump afirmou que o Brasil ficou “um pouco complicado politicamente” e misturou nomes de Flávio e Eduardo; Lula disse que prefere não interferência externa e que cada país cuida de suas eleições.
- Lula ressaltou a confiabilidade do sistema de urnas eletrônicas brasileiro, dizendo que o resultado pode sair em duas horas em 27 estados.
- Em Genebra, Lula teve reunião produtiva com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e disse que pretende intensificar contatos com as potências para ajudar a buscar a paz, incluindo novas conversas com os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.
- Durante a cúpula do G7, o Brasil ficou em divergência sobre temas econômicos, defendendo equilíbrio nas relações internacionais; citou balanços comerciais: China, US$ 165 bilhões, com maior relação privilegiada, e Estados Unidos, US$ 80 bilhões, com déficit para o Brasil.
Lula reagiu a comentários de Donald Trump feitos perto de Genebra, após o ex-presidente dos EUA falar sobre o Brasil e citar os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. O presidente brasileiro afirmou que não admite interferência externa nas eleições de outubro e defendeu o sistema eleitoral do país.
A fala de Lula veio após Trump ter misturado nomes e considerado o Brasil politicamente instável. Lula disse que cada país deve cuidar de seus processos eleitorais e ressaltou que o Brasil tem urnas eletrônicas que revelam resultados em até duas horas após o encerramento da votação, com governadores, senadores e deputados já definidos.
Ele esclareceu que não reconhece a mensagem de interferência externa e pediu respeito à soberania brasileira. Lula também ironizou a possibilidade de o ex-presidente Trump conhecer melhor o Brasil pela relação com a família Bolsonaro, mantendo o tom firme sobre a legitimidade do pleito.
Conversa com Zelensky
Lula afirmou ter tido a conversa mais produtiva com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, desde o início da guerra. O presidente brasileiro mencionou mudanças na postura de Zelensky e a intenção de retomar articulações com grandes potências para buscar uma solução pacífica ao conflito.
Segundo Lula, houve sinais de disposição por parte de Zelensky para explorar um cessar-fogo e forçar uma negociação entre Rússia e Ucrânia. O presidente brasileiro disse que pretende ligar novamente para os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU para colaborar com um caminho diplomático.
Balanço da cúpula do G7
Na avaliação de Lula, a participação brasileira na cúpula do G7 trouxe divergências sobre economia global e desenvolvimento. O presidente afirmou que o Brasil concordou com três documentos e discordou de outros, refletindo uma visão diferenciada sobre questões de desequilíbrio e política internacional.
Sobre a relação com as duas maiores economias, Lula destacou a importância da cooperação com a China e os Estados Unidos. Afirmou que a balança com a China é favorável ao Brasil, com forte superávit, e que a relação com os EUA apresentou déficit para o Brasil no ano anterior, ressaltando a relevância de manter equilíbrio e negociação.
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