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Negociação de 60 dias com o Irã tem início hoje, afirma JD Vance

Negociação de sessenta dias entre EUA e Irã começa hoje; Washington busca confirmar boa-fé de Teerã e enfrenta críticas internas ao memorando

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  • EUA e Irã iniciam nesta quinta-feira, 18, a próxima fase das negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio.
  • O vice-presidente, JD Vance, defende o memorando e afirma que é a hora de testar se Teerã negociará de boa fé; o presidente Donald Trump repetiu a posição.
  • Críticas ao acordo dizem que ele pode favorecer o Irã e não altera significativamente o programa nuclear.
  • O acordo prevê um fundo de US$ 300 bilhões para investimentos no Irã e a retomada da exportação de petróleo; os EUA dizem que vão acompanhar o uso desses recursos para evitar financiar grupos terroristas.
  • Há tensão com Israel: o texto exige a retirada de tropas do Líbano, o que Israel rejeita; Vance disse que todos devem cumprir os termos, e citou impactos dos bombardeios israelenses nas negociações.

Os Estados Unidos e o Irã iniciam nesta quinta-feira a próxima fase das negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio. O marco marca 60 dias de negociação, com foco em verificar o cumprimento do memorando assinado entre as partes. O objetivo é avaliar se Teerã negocia de boa fé.

O vice-presidente americano, JD Vance, defendeu publicamente o memorando e ressaltou a necessidade de testar a efetividade do acordo. O presidente dos EUA, Donald Trump, também reiterou a posição de avaliação de boa fé por parte do Irã.

Entre as críticas ao memorando, há a leitura de que o acordo pode favorecer o Irã sem alterar significativamente o status quo nuclear. O texto prevê a criação de um fundo de US$ 300 bilhões para investimentos no Irã e a retomada da exportação de petróleo do país.

Em coletiva na Casa Branca, Vance afirmou que os EUA vão acompanhar os recursos obtidos com a venda de petróleo para confirmar o uso do dinheiro. Ainda não está claro quem financiará o fundo de US$ 300 bilhões nem como funcionará.

A tensão com Israel aparece como um ponto de atrito no processo. O acordo prevê o fim da guerra em todas as frentes e a retirada das tropas israelenses do território libanês, exigência que Israel já sinalizou não cumprir. O tema é motivo de preocupação entre os envolvidos.

Vance destacou que Israel, assim como os demais participantes, precisa cumprir os termos acordados. Ele afirmou que ataques aéreos no Líbano dificultam as negociações com o Irã e dificultam um ambiente de paz mais estável.

O cenário atual envolve dúvidas sobre a viabilidade do acordo e comparações com tratados anteriores entre Washington e Teerã. A comunidade internacional acompanha para entender se os novos termos representam avanço em relação ao período anterior ao início do conflito.

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