- O número de palestinos mortos em Gaza desde o cessar-fogo de outubro superou mil, com pelo menos quatro mortes registradas nos ataques mais recentes.
- Um ataque na avenida Omar Al-Mokhtar, na Cidade de Gaza, deixou três mortos; o Exército israelense afirma que o alvo era militantes do Hamas.
- Um novo óbito ocorreu no centro de Gaza, elevando o total desde a trégua para 1.009, segundo o Ministério da Saúde.
- Israel afirma ter perdido quatro soldados no mesmo período; o Hamas raramente divulga números de seus combatentes.
- O plano de Trump para Gaza permanece sem acordo; o enviado Nickolay Mladenov entregou uma versão revisada aos Hamas e facções, que ainda está sendo analisada, enquanto Israel controla mais de 60% do território e a população vive em condições precárias.
Israel matou mais de 1.000 palestinos em Gaza desde o cessar-fogo de outubro, conforme o Ministério da Saúde local. A contagem engloba o período após a trégua mediada pelos EUA e segue alta com ataques recentes.
No ataque mais grave, um veículo foi atingido na avenida Omar Al-Mokhtar, na Cidade de Gaza. Três pessoas morreram. O Exército de Israel informou que o alvo eram militantes do Hamas. O episódio ocorreu durante nova rodada de violência, mesmo com tentativas de cessar-fogo.
Mais tarde, no mesmo dia, forças israelenses na região central de Gaza tiraram a vida de mais uma pessoa, segundo médicos locais. Não houve comentário imediato das autoridades militares sobre esse incidente.
Ao todo, o número de mortos desde a trégua de outubro de 2025 já soma 1.009, de acordo com o Ministério da Saúde. Telas oficiais em Israel indicam que quatro soldados israelenses foram mortos por militantes no mesmo intervalo.
O governo israelense afirma que os ataques visam impedir ações iminentes do Hamas e de outros grupos armados. O Hamas não costuma divulgar números oficiais de combatentes mortos, o que dificulta a comparação entre as partes.
Israel e Hamas seguem sem acordo sobre os próximos passos do plano apresentado por Trump para Gaza, que prevê o desarmamento do Hamas e a retirada de tropas israelenses. As negociações estão em curso no Cairo entre mediadores egípcios, cataris e turcos.
Nickolay Mladenov, enviado do chamado Conselho da Paz de Trump para Gaza, participou de conversas com mediadores no Egito nesta semana. O objetivo é apresentar uma versão revisada do plano aos signatários palestinos, sem abrir mão das linhas centrais da proposta.
Segundo fontes próximas às negociações, o documento revisado foi entregue a Hamas e às demais facções para análise. Um dirigente do Hamas confirmou o recebimento e o estudo do texto. As informações não detalham os ajustes específicos.
As Forças Armadas de Israel continuam com o controle de mais de 60% do território de Gaza, após ordens de retirada de moradores e demolição de edifícios remanescentes. Quase toda a população de 2 milhões permanece deslocada, concentrada em áreas costeiras sob domínio do Hamas.
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