- A primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley, apresentou um novo manifesto dos líderes do Caribe que defende reparações pela escravização ao longo de séculos.
- O documento atualiza o plano de reparações em dez pontos da Caricom, incluindo novos temas como o impacto da escravidão sobre meninas e mulheres.
- O texto solicita compensação por violência de gênero e violência familiar, citando dados de mulheres entre aproximadamente trinta por cento das cerca de vinte milhões de africanos transportados no Atlântico e estimativas de pelo menos mil e duzentas mil mulheres escravizadas que sofreram violência sexual.
- O manifesto aponta que justiça climática e reparações pela escravidão estão interligadas e defende apoio a povos indígenas que já estavam no Caribe quando os europeus chegaram.
- O documento, ainda sujeito à aprovação dos governos da Caricom, exige compensação monetária, além de desculpas formais, educação e capacitação, para vítimas de genocídio indígena, tráfico transatlântico e escravização de africanos.
Barbados anuncia novo manifesto de reparações pela escravidão. A primeira-ministra Mia Mottley revelou o documento, apoiado por líderes caribenhos, durante conferência histórica em Gana. A ação reforça o pedido de compensação e justiça após séculos de escravatura.
O manifesto atualiza o plano de 10 pontos da Caricom, incluindo novas prioridades sobre o impacto da escravidão sobre meninas e mulheres. O foco inclui compensação por violência de gênero e danos familiares.
A conferência ocorreu após a Assembleia Geral da ONU ter designado a travessia de africanos escravizados como o pior crime contra a humanidade. A decisão foi recebida como impulso para a agenda reparatória regional.
Contexto e propostas
O texto, ainda sujeito a aprovação dos governos da Caricom, exige compensação financeira, além de reparos como pedido de desculpas formal e educação. O documento também aponta vínculos entre justiça climática e reparações.
De acordo com o manifesto, a Caricom defende reparações de nações escravistas, instituições, igrejas e corporações, cobrindo perdas de vida, trabalho não pago, danos à liberdade e violências de gênero. Não especifica valores.
Protagonistas e etapas
Mottley ressaltou que a reparação por violência de gênero é equivalente a compensações reconhecidas a outros países, citando precedentes internacionais. O grupo também defende apoio a povos indígenas na região, atingidos desde a chegada europeia.
O texto está em fase de consulta e precisa de homologação dos governos caribenhos. A Caricom mantém que as ações devem ser tomadas seguindo princípios de direito internacional e direitos humanos.
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