- Três superpetroleiros de bandeira saudita, com 6 milhões de barris de petróleo bruto, navegaram pelo Estreito de Ormuz nesta quinta-feira, após acordo entre EUA e Irã.
- O memorando assinado por Donald Trump e o presidente iraniano Masoud Pezeshkian prevê a reabertura imediata do estreito e a suspensão do bloqueio aos portos iranianos.
- Empresas de navegação afirmam que ainda levará tempo para o tráfego retornar aos níveis pré-guerra, devido à necessidade de assegurar acesso seguro e remover minas.
- Navios que antes desligavam transponders passaram a transmitir suas localizações, sinalizando preparo para atravessar o estreito.
- Contratos futuros de Brent caíram mais de 2%, ficando abaixo de 78 dólares por barril, em reação inicial ao acordo.
- O memorando inicia um período de negociações de 60 dias para um acordo definitivo sobre a guerra, iniciada em fevereiro.
Três superpetroleiros de bandeira saudita transportando cerca de 6 milhões de barris de petróleo cru cruzaram o Estreito de Ormuz nesta quinta-feira, 18. O trânsito ocorreu horas depois de um acordo entre EUA e Irã para encerrar a guerra que afeta o abastecimento global. O estreito, crucial para o fluxo de petróleo, ficou parcialmente desobstruído.
O memorando de entendimento foi assinado por Donald Trump e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, com previsão de entrar em vigor em dois dias. O acordo prevê a reabertura imediata de Ormuz e a suspensão do bloqueio dos portos iranianos. Um marco, segundo autoridades, que abre caminho para negociações mais amplas.
Reação do mercado
Empresas de navegação afirmam que levará tempo para o tráfego retomar aos níveis anteriores, pois é preciso garantir acesso seguro e remover minas ainda no estreito. Navios que antes silenciavam o transponder passaram a divulgar localização.
Os contratos futuros do petróleo Brent caíram mais de 2%, ficando abaixo de 78 dólares por barril, o menor nível desde o início dos ataques. O acordo estabelece um período de 60 dias de negociações para chegar a um acordo definitivo sobre a guerra.
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