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Ucrânia adota nova estratégia de combate sob Zelenski

Ucrânia recupera mais de 600 quilômetros quadrados desde o início de 2026, evidenciando mudança estratégica com foco na logística e pressão à Rússia

Exército ucraniano já teria conseguido recuperar mais de 600 quilômetros quadrados em 2026
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  • Em 2026, o Exército ucraniano teria recuperado mais de 600 quilômetros quadrados de território desde o início do ano, dentro de uma frente que soma cerca de 1,2 mil quilômetros.
  • A região de Donbas continua no centro da disputa, com a Ucrânia cada vez mais apontando ganhos estratégicos via logística e força de ataque.
  • Especialistas citados pelo Estadão afirmam que houve retomada da iniciativa ucraniana e que a Ucrânia não é apenas vítima, mas pode ter vantagem estratégica na guerra.
  • A Rússia enfrenta custos elevados da guerra, queda de efetivos e dificuldades de renovar armamentos; além disso, o uso de satélites da Starlink foi bloqueado, prejudicando a comunicação no front.
  • Mesmo com os progressos, analistas ressaltam que a vitória completa ainda não ocorreu e não está consolidada a reativação do controle total sobre Donbas.

A Ucrânia passou a atuar com uma nova lógica de combate, segundo análises locais. Zelenski reconheceu uma mudança estratégica voltada à logística e à capacidade de retomar território, após anos de ofensivas em várias frentes. O foco não é apenas avançar, mas manter ganhos com planejamento de longo prazo.

O Exército ucraniano afirma ter recuperado mais de 600 quilômetros quadrados de território desde o início de 2026. A informação foi divulgada pelo comandante-chefe Oleksandr Syrskyi, com confirmação adicional de especialistas consultados pelo Estadão. A área recuperada fica próxima a Kostyantynivka, Pokrovsk e Kherson, na região de Donbas.

Ao longo de 2026, Kiev tem destacado que a frente é de cerca de 1,2 mil quilômetros e que o avanço russo vem desacelerando desde março. A mudança de ritmo ocorre enquanto a Ucrânia enfatiza logística, mobilização de recursos e uso de drones, em contraste com grandes deslocamentos táticos em massa.

Nova fase da ofensiva

Especialistas apontam que a Ucrânia está explorando vantagem estratégica ao atacar de forma mais coordenada e com foco na infraestrutura. A análise também aponta que a Rússia enfrenta custos elevados com recrutamento, bônus para famílias de combatentes e impacto econômico, alimentando pressões internas.

A Rússia, por sua vez, continua dependente de estoques herdados da era soviética e enfrenta dificuldades para renovar arsenal. Observadores citam ainda a suspensão do uso de satélites Starlink da SpaceX como fator que complicou a comunicação entre tropas no terreno.

Do lado ucraniano, as autoridades destacam que o objetivo não é entregar Donbas, mantendo o foco em pressão diplomática e militar para assegurar territórios estratégicos sem depender de ampliações abruptas do conflito. A costura entre ações pontuais e logística tem sido vista como o eixo da nova fase.

OIS e analistas lembram que, mesmo com ganhos, não se pode interpretar como definição de vitória. O controle de áreas ainda é fragmentado, e as condições no front permanecem voláteis. Fontes consultadas pelo Estadão ressaltam a persistência de combates e danos, com impacto humanitário contínuo.

Contexto externo

Especialistas destacam que a guerra envolve fatores externos, como o papel de aliados e o uso estratégico de tecnologia militar. Além disso, o custo econômico do conflito para a Rússia segue em alta, com gastos significativos para manter a mobilização e a infraestrutura de defesa.

A avaliação geral é de que a nova etapa representa uma mobilização de capacidades já existentes, com maior aproveitamento de inteligência, logística e resiliência contra ataques de alta intensidade. A situação no terreno permanece sujeita a mudanças rápidas, conforme as partes ajustam táticas e recursos.

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