- Ucrânia realizou nesta quinta-feira o maior ataque com drones contra Moscou em pelo menos dois anos, atingindo a refinaria MNPZ e provocando incêndios na capital e arredores.
- O ataque interrompeu operações nos principais aeroportos de Moscou, com centenas de voos atrasados e o Sheremetyevo transferindo passageiros para locais seguros.
- Drones atingiram um edifício residencial em Zhukovsky e provocaram incêndio em um centro comercial próximo; grandes colunas de fumaça foram vistas na região sul de Moscou.
- Autoridades russas disseram ter derrubado 180 drones que se aproximavam de Moscou, enquanto o Ministério da Defesa afirmou ter interceptado mais de quinhentos drones em todo o país.
- O ataque ocorre pouco depois de outro ataque a MNPZ, no início da semana, e houve registro de morte e dois feridos na região de Rostov.
A Ucrânia lançou nesta quinta-feira o maior ataque com drones contra Moscou nos últimos dois anos. O objetivo foi a capital e áreas próximas, provocando incêndios e interrupções em aeroportos, com centenas de voos atrasados.
Drones atingiram a refinaria MNPZ, no distrito de Kapotnia, causando um incêndio de grande proporção. O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, descreveu o ataque como de larga escala e observou fumaça sobre a região sul.
Defesas antiaéreas derrubaram 180 drones que se aproximavam de Moscou, segundo a prefeitura. O Ministério da Defesa informou ter interceptado mais de 500 drones em todo o país durante a madrugada.
Além de Moscou, um drone atingiu um edifício residencial em Zhukovsky e destroços atingiram um centro comercial próximo à cidade. Um ataque também atingiu a região de Rostov, com uma morte e duas pessoas feridas.
O ataque ocorre durante a reunião de Putin com líderes da ASEAN em Kazan, a cerca de 700 quilômetros a leste da capital. Não houve menção direta ao ataque no discurso oficial de abertura.
Segundo Kiev, o ataque é visto como resposta aos ataques russos contra cidades ucranianas. Zelenski afirmou que a guerra precisa terminar e que Moscou deve buscar caminhos diplomáticos, mantendo a defesa de seu território.
Na Rússia, autoridades anunciaram medidas para reforçar a defesa antiaérea e restringiram a divulgação de imagens de locais atingidos. O governo também enfatizou que as ações militares continuam no conflito.
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