- O vice-presidente J. D. Vance criticou o que chamou de “pânico estranho” e “chilique” de Israel em relação ao acordo com o Irã, em entrevista ao The New York Times nesta quinta-feira (18).
- Ele afirmou que o pacto não força mudanças no comportamento do Irã e disse que o “chilique” israelense vem de desconfiança, defendendo que os Estados Unidos conquistaram a confiança da região.
- Vance destacou que Washington não suspenderá sanções caso o Irã continue financiando organizações classificadas como terroristas, referência ao Hezbollah.
- O vice-presidente avaliou que a relação entre EUA e Israel é estável e lembrou que os Estados Unidos foram um parceiro importante ao longo dos anos, refutando a ideia de um acordo terrível.
- Em meio a críticas de ministros israelenses de direita, como Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, o governo americano, incluindo Donald Trump na cúpula do G7, defende o pacto e sugeriu que Netanyahu adote postura mais moderada contra o Hezbollah.
O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, criticou o que chamou de pânico e chilique de Israel em relação ao acordo com o Irã. As declarações foram dadas nesta quinta-feira ao New York Times. O governo americano tem defendido o pacto e buscado moderação nas críticas de Israel.
A fala de Vance ocorre em meio aos esforços da Administração Trump para conter críticas ao entendimento com Teerã. Autoridades israelenses de diferentes correntes, incluindo aliados de Netanyahu, dizem que o acordo não resolve as preocupações sobre o programa nuclear e de mísseis iranianos. Também há receios de impactos sobre operações contra o Hezbollah.
Vance afirmou que o pânico em Israel não condiz com o texto do acordo, dizendo que não houve mudança no comportamento iraniano defendido pelo documento. Ele ressaltou a importância da relação estratégica entre EUA e Israel e negou que o acordo seja prejudicial aos interesses de segurança regional.
Contexto do acordo
O vice-presidente pediu que Washington mantenha o esforço de cooperação com Israel e afirmou que não pretende suspender sanções contra o Irã caso o país continue financiando organizações classificadas como terroristas, citando o Hezbollah de forma implícita.
Vance descreveu como estranho o desdém israelense, dizendo que os EUA ganharam a confiança da região ao longo dos anos. Segundo ele, a afirmação de que o acordo é prejudicial não se sustenta quando se analisa a extensão da relação entre os dois países.
Reações e etapas futuras
Na véspera, durante a cúpula do G7 na França, o atual presidente americano minimizou as preocupações israelenses ao sugerir que Netanyahu poderia adotar uma postura mais moderada contra o Hezbollah no Líbano. O acordo com o Irã foi aprovado por Trump e líderes iranianos, mas envolve apenas temas menos sensíveis para avançar as negociações.
O memorando de entendimento firmado entre EUA e Irã adiou questões mais delicadas para uma etapa posterior das negociações. Não há garantia de que os pontos pendentes serão resolvidos, conforme o texto do acordo.
Observações finais
Ministros israelenses de direita, como Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, expressaram críticas ao pacto; as propostas alternativas ainda não foram apresentadas publicamente. O tom institucional permanece focado em alinhar interesses estratégicos entre EUA, Israel e seus parceiros regionais.
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