- Empresas aguardavam que esta sexta-feira fosse referência para a retomada do tráfego no estreito de Hormuz, mas o adiamento das negociações entre EUA e Irã gerou novas dúvidas.
- Na quinta-feira, 25 navios cruzaram o estreito, bem abaixo da média de 145 antes da guerra. A Organização Marítima Internacional estima que cerca de 500 navios-petroleiro aguardam liberação no Golfo.
- O Irã anunciou isenção das taxas de uso do estreito durante 60 dias de negociação. Navios precisam apresentar pedidos de trânsito com 48 horas de antecedência.
- Empresas de navegação, como Mitsui OSK Lines e Hapag-Lloyd, aguardam condições de segurança que garantam o tráfego; analistas dizem que é preciso um acordo concreto.
- O preço do petróleo oscila: o Brent chegou a subir, ficando perto de US$ 79,90 por barril, enquanto o WTI era negociado em torno de US$ 76,15.
O adiamento das negociações entre EUA e Irã aumenta a incerteza sobre a retomada do tráfego no estreito de Hormuz, essencial para o abastecimento global. Funcionários dos EUA cancelaram a viagem do vice-presidente para iniciar diálogos em Burgenstock, na Suíça.
As informações indicam que a suspensão ocorre antes de um marco considerado crítico para as empresas de transporte. O Irã informou que só avançaria com a viagem após sinais de implementação do acordo provisório assinado na última quarta-feira.
Nas últimas horas, o estreito de Hormuz voltou a registrar fluxo limitado. Na quinta-feira (18), 25 navios cruzaram a rota, segundo dados de Kpler e AXSMarine, o maior volume desde 18 de abril, mas ainda abaixo da média pré-guerra de 145.
Progresso das negociações e condições de passagem
Enquanto as negociações não avançam, o Irã anunciou isenção de taxas durante o período de negociação de 60 dias. Em contrapartida, as embarcações precisam apresentar pedidos de trânsito com 48 horas de antecedência.
As regras incluem coordenação de rotas e horários, com atenção a áreas com minas para garantir a navegação segura. A isenção abrange custos de segurança, proteção, serviços ambientais e seguros.
Empresas de dados de navegação destacam o repique no tráfego. Na quinta (18), 25 navios cruzaram Hormuz, o que representa o maior volume desde 18 de abril e cerca de cinco vezes a média diária de junho até então. Ainda assim, o total permanece abaixo da média histórica de 145 embarcações.
OMI estima que 500 navios-petroleiro continuam bloqueados no Golfo Pérsico, aguardando liberação de Hormuz. Mitsui OSK Lines e Hapag-Lloyd sinalizam cautela e aguardam condições de segurança estáveis para retomar o tráfego.
Impactos no custo do petróleo e na operação naval
O adiamento das negociações também influenciou os mercados. O Brent começou a sexta-feira com queda, mas recuperou terreno, chegando a US$ 79,92 o barril por volta das 9h10 (horário de Brasília). O WTI operava em torno de US$ 76, com leves oscilações.
Especialistas salientam que, além da segurança, a pressa pela organização de rotas pode impactar a velocidade de passagem e o consumo de combustível. Analistas apontam que a presença de cracas e biofouling aumenta o arrasto, reduzindo a velocidade de navios.
Situação atual e perspectivas
O estreito de Hormuz permanece como ponto crítico para o comércio global de petróleo e gás, responsável por cerca de 20% da produção mundial. A comunidade portuária aguarda sinais mais claros sobre datas e condições de retorno integral do tráfego.
Não há, no momento, data definida para novas negociações, conforme informações divulgadas pelas partes envolvidas. A continuidade dos estudos de segurança e a implementação do acordo provisório aparecem como fatores decisivos para a normalização do tráfego.
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