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Austrália vira 1º alvo de tarifa chinesa de 55% sobre carne bovina

China aplica tarifa adicional de cinqenta e cinco por cento à carne bovina australiana após estourar a cota de duas centenas e cinco mil toneladas; Brasil pode sentir efeitos no segundo semestre

Brasil também deve ser impactado pela tarifa chinesa, mas apenas no final do ano
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  • A China aplicará tarifa adicional de 55% sobre as importações de carne bovina da Austrália a partir de 20 de junho de 2026, após a Austrália estourar a cota de 205 mil toneladas.
  • A Austrália é o primeiro país afetado; o Brasil também pode sentir impactos, possivelmente já no segundo semestre, com exportadores brasileiros já atingindo metade da cota livre.
  • Exportadores brasileiros têm acelerado envios para a China para fugir da tarifa, o que pode fazer a cota ser batida antes do fim do ano.
  • Nos primeiros quatro meses de 2026, as exportações de carne bovina para a China cresceram cerca de 20,4% ante o mesmo período de 2025.
  • A China diz que o sistema de cotas e a tarifa de cinquenta e cinco por cento valerá por três anos, com o objetivo de fortalecer a pecuária interna.

A China anunciou uma tarifa adicional de 55% sobre as importações de carne bovina da Austrália, que passa a valer a partir de sábado, 20 de junho. A medida foi comunicada pelo Ministério do Comércio chinês (MOFCOM). A Austrália estourou a cota de 205 mil toneladas estabelecida pelo governo chinês em dezembro do ano passado.

A decisão torna a Austrália o primeiro país a sofrer o impacto dessa tarifa. O governo chinês informou que o sistema de cotas e tarifas terá validade de três anos. A medida visa fortalecer a pecuária doméstica, segundo o MOFCOM.

Impacto inicial e contexto global

A notícia também aponta que o Brasil pode ser afetado futuramente, com efeitos possivelmente na metade do segundo semestre. Em maio, o Brasil já havia atingido metade de sua cota livre adicional de 55%, segundo o governo chinês.

Nos primeiros quatro meses de 2026, as exportações brasileiras de carne bovina para a China cresceram 20,4% ante o mesmo período de 2025, puxadas pela corrida de envio de cargas para atender a demanda chinesa. A explicação indicada é a ausência de regulamentação da cota, o que acelerou os envios.

Detalhes adicionais

Segundo fontes, a China mantém a cota de importação em 205 mil toneladas para a Austrália, com a tarifa de 55% aplicada sobre esse total. Ação busca reduzir pressão sobre a pecuária local e equilibrar o mercado interno chinês. A medida está em vigor por três anos, conforme anúncio oficial.

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