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Barack Obama diz que EUA estão piores do que antes da guerra com o Irã

Obama afirma que os EUA estão pior do que antes do conflito com o Irã, apesar de apoiar cessar-fogo e a esperança de que se mantenha

Barack Obama at the dedication ceremony for the opening of the Barack Obama Presidential Center on 18 June 2026 in Chicago, Illinois.
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  • Barack Obama disse que, após quinze semanas de guerra com o Irã, os EUA estão piores do que antes do conflito.
  • Ele afirmou estar feliz com o cessar-fogo e que espera que ele se mantenha, em entrevista à NBC News, antes da abertura do Obama Presidential Center.
  • O ex-presidente criticou o abandono do acordo nuclear JCPOA pelo governo anterior e disse que o Irã passou a ter maior capacidade nuclear desde então.
  • O negociador-chefe do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que futuras tratativas devem respeitar as linhas vermelhas de Teerã.
  • Existem previsões de mercado de que o preço do petróleo pode subir para até entre duzentos e 150 dólares por barril caso os estoques globais cheguem a níveis críticos.

Barack Obama afirmou que, após 15 semanas de conflito com o Irã, os Estados Unidos estão em pior situação do que antes da guerra. A declaração foi feita em entrevista à NBC News, veiculada nesta sexta-feira, e ocorreu antes da abertura do Obama Presidential Center, em Chicago.

O ex-presidente contestou a justificativa do conflito e criticou a decisão da administração Trump de abandonar o acordo nuclear JCPOA, firmado em 2015. Segundo Obama, sob o JCPOA o Irã havia se comprometido a não desenvolver armas nucleares; a retirada dos EUA teria levado ao aumento da capacidade nuclear do país.

O comentário de Obama coincide com informações sobre o encontro Washington-Teerã, após a assinatura de um memorando entre os EUA e o Irã na Paris Peace Summit, assinado pelo ex-presidente Donald Trump. A imprensa acompanha também o papel de figuras como JD Vance nas negociações e as reações do governo iraniano.

Diálogo diplomático e posicionamentos

O chanceler iraniano Mohammad Bagher Ghalibaf disse que futuras negociações devem respeitar as linhas vermelhas de Teerã, entre elas um possível cessar-fogo no Líbano como parte do acordo. Ghalibaf ressaltou que o Irã mantém seus redutos de interesse e condicionantes para o diálogo.

Relatos ouvidos indicam que o memorando assinado por Trump gerou expectativas de mudanças na órbita diplomática dos EUA. Em 2024, a imprensa destacou que o acordo oferece ferramentas de pressão caso o Irã não cumpra compromissos acordados entre as partes.

Além das negociações, analistas apontam impactos no mercado de energia. Alguns gestores de grandes companhias estimaram que a demanda por petróleo para recomposição de estoques estratégicos pode elevar os preços globais, com variações até níveis próximos a dois dígitos. Especialistas ressaltam que o cenário depende de reservas e fluxos no estreito de Hormuz.

Obama comentou também sobre o papel da sua instituição, mencionando que o centro presidencial deve servir como lembrete do período de sua gestão. Ele reconheceu um momento de disrupção e polarização na democracia, enfatizando a necessidade de participação cívica e accountability dos representantes eleitos.

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