- Bill Pulte, diretor da Federal Housing Finance Agency, tornou-se diretor interino de inteligência nacional (DNI) na sexta, após atrito entre Donald Trump e legisladores sobre o futuro do posto.
- Tulsi Gabbard, que deixaria o cargo em 30 de junho, teve a tenure encurtada para sexta por ordem de Trump, que também cancelou a sabatina de Jay Clayton, indicando que Pulte assumiria.
- Com Clayton sem confirmação, Pulte fica no cargo por tempo incerto para supervisionar as dezoito agências de espionagem dos EUA e a agência federal de moradia.
- Pulte não tem experiência em inteligência, mas possui histórico de alinhamento com a agenda do presidente, segundo reportagem do Wall Street Journal.
- Democratas do Senado criticam a nomeação, citando investigações da GAO sobre possível acesso inadequado a informações financeiras de adversários do presidente; o inquérito envolve acesso a dados de mortgage de oponentes políticos.
Bill Pulte, diretor da Federal Housing Finance Agency, assumiu nesta sexta-feira o cargo de diretor interino de inteligência nacional (DNI), em meio a uma disputa entre o presidente e legisladores sobre o futuro do posto. A mudança coloca Pulte à frente das 18 agências de espionagem dos EUA e da FHFA, órgão regulador do setor habitacional federal.
Tulsi Gabbard, DNI cessante, pretendia deixar o cargo em 30 de junho, mas teve o mandato encurtado para esta sexta. O presidente cancelou a sabatina de Jay Clayton, indicado para ocupar o posto de forma permanente, indicando que Pulte poderá atuar como interino pelo menos por enquanto.
Contexto e controvérsias
Democratas do Senado acusaram Pulte de supervisionar investigações politicamente motivadas contra adversários do governo. Em 2024 ele encaminhou processos por fraude hipotecária envolvendo figuras como Letitia James, Eric Swalwell e Adam Schiff. A investigação da GAO avaliou se houve acesso indevido a informações financeiras de oponentes de Trump.
A nomeação de Pulte ocorre em um momento de incerteza sobre a liderança da comunidade de inteligência, após a retirada de Clayton da pauta e a indefinição sobre o futuro do cargo. Analistas observam que a manobra amplia o papel de um dirigente sem experiência prévia em inteligência, o que tem gerado debate sobre independência das decisões.
Desdobramentos e reações
A gestão de Pulte fica sob escrutínio enquanto há dúvidas sobre coleta, uso e proteção de dados financeiros de indivíduos associados a adversários políticos. A Casa Branca não divulgou comentários adicionais sobre a nomeação, e o Senado continua sem confirmar o indicado para a chefia permanente do DNI.
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