- O Brasil ficou na 22ª posição global no Government AI Readiness Index, ficando atrás de Estônia e Áustria.
- O índice avalia capacidade de implementar, desenvolver e governar IA, considerando estratégia governamental, inovação, talento, infraestrutura digital, conectividade e dados.
- Entre os líderes da “elite” da IA estão Estados Unidos, França, Reino Unido, Holanda, Coreia do Sul, Alemanha, Singapura, China, Austrália e Noruega.
- O Brasil tem pontuação de 69,55, acima da média da América Latina (35,20), mas bem inferior ao líder Estados Unidos (88,36).
- O estudo aponta forças do Brasil em políticas públicas e digitalização do governo, mas desempenho menor em capacidade computacional, maturidade do setor privado de IA e formação de talentos; especialistas discutem impactos regulatórios e oportunidades.
O Brasil ficou fora do grupo de elite de países com prontidão para a inteligência artificial no Government AI Readiness Index, da Oxford Insights. Na edição mais recente, o país ocupa a 22ª posição global, logo atrás de Estônia e Áustria.
O estudo avalia a capacidade de implementar, desenvolver e governar IA, considerando estratégias, inovação, talento, infraestrutura digital, conectividade e acesso a dados. Entre os líderes estão Estados Unidos, França, Reino Unido, Holanda, Coreia do Sul, Alemanha, Singapura, China, Austrália e Noruega.
O Brasil tem pontuação global de 69,55, acima da média latino-americana (35,20), mas muito abaixo do líder americano, com 88,36. O ranking aponta que o país apresenta avanços em políticas públicas, digitalização do governo e conformidade regulatória, mas fica defasado em capacidade computacional, maturidade do setor privado de IA e formação de talentos.
Desempenho e desafios
Liderança em IA depende de uma combinação de políticas públicas, investimentos privados, infraestrutura tecnológica, formação de talentos e atração de empresas inovadoras. O Brasil se destaca na formulação de políticas, mas não tem equilíbrio entre criação e governança da IA.
A avaliação mostra que áreas decisivas para a próxima fase da IA precisam de impulso, como investimentos em infraestrutura de processamento e a maturação do ecossistema privado de IA. A lacuna entre o governo e o setor privado é apontada como um desafio a superar.
Perspectivas de mercado
Executivos do setor dizem que a regulação atual pode frear o ritmo de adoção, embora o país detenha um caminho relevante a percorrer. A visão é de que regras mais claras e proporcionais ajudam pequenas empresas, startups e serviços locais a competir.
Especialistas ressaltam que restrições regulatórias excessivas podem atrasar o avanço tecnológico. Adoção mais lenta tende a elevar custos e reduzir a disponibilidade de modelos avançados no Brasil, impactando inovação e competitividade no mercado.
Oportunidade histórica
Apesar dos entraves, há uma janela de oportunidade para o Brasil na disputa por quem cria e captura valor na IA. A ideia é construir trilhos regulatórios que permitam rastrear uso de dados, remuneração de criadores e transparência, sem inviabilizar o desenvolvimento tecnológico nacional.
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