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Canadá perdeu oportunidades de inspecionar o Titan antes da implosão fatal

Relatório aponta falhas de comunicação entre agências canadenses e recomenda maior supervisão e padrões internacionais para submersíveis tripulados

Photograph: Jordan Pettitt/Getty Images
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  • Um relatório aponta falhas de comunicação entre agências federais canadenses, deixando o submersível Titan operando sem supervisão regulatória no Canadá antes da implosão em 2023.
  • OceanGate teve encontros com o governo em 2021; Fisheries and Oceans Canada planejou apoiar pesquisas com US$ 25 mil, mas o permit não foi autorizado pela Global Affairs Canada.
  • A primeira viagem do Titan ao Titanic em 2021 falhou; houve interrogatório de passageiros pelo Border Services Agency, que focou em documentação e não na segurança do sub.
  • Transport Canada considerou o Titan parte da carga do Horizon Arctic e não um navio sujeito a inspeção; não houve fiscalização direta sobre o registro, habilitação ou seguro do Titan.
  • A TSB recomenda maior supervisão de embarcações de maior risco, melhoria no compartilhamento de informações entre órgãos e a aplicação de padrões internacionais de construção e segurança para submersíveis tripulados.

O Canada deixou de inspecionar o submersível Titan, da OceanGate, antes de seu imploding durante uma viagem turística em 2023, conforme um novo relatório da Transportation Safety Board (TSB). A avaliação aponta falhas de comunicação entre agências federais e a ausência de um responsável por conectar informações relevantes sobre a operação.

O Titan foi operado próxima à Newfoundland, com planos de visitas ao naufrágio do Titanic. Em 2021, a Fisheries and Oceans Canada destinou 25 mil dólares para apoiar pesquisas de ecossistemas marinhos durante missões subsequentes, mas a permissão de pesquisa foi negada pela Global Affairs Canada após a OceanGate alegar, de forma incorreta, que a Fisheries atuaria como patrocinadora.

Há registros de que a primeira viagem do Titan ao Titanic, em junho de 2021, falhou após a queda de um domo de titânio, com o navio Horizon Arctic trazendo o sub de volta a St. John’s. Em meio à situação, passageiros foram mantidos no navio e interrogados por autoridades na área de segurança de fronteira sobre medidas de Covid-19 e o papel da missão.

Recomendações e desdobramentos

O TSB indica que informações estavam dispersas entre várias organizações federais, sem que houvesse alguém que conectasse os pontos. A avaliação evidencia que as verificações de segurança e registro do Titan não foram acompanhadas de perto pela equipe de fiscalização de marinha.

O órgão de transporte canadense, Transport Canada, entende que o Titan integrava a carga do Horizon Arctic, não configurando uma embarcação sujeita à inspeção. Em julho de 2021, um pesquisador da Fisheries and Oceans Canada participou de uma missão como observador e relatou que a carcaça de fibra de carbono do Titan não possuía certificação nem seguro, sem que o relatório fosse encaminhado à equipe de segurança marítima competente.

Ao longo de 2021 e 2022, o Titan realizou mergulhos com sucesso em áreas canadenses, mantendo contatos com dez agências federais, incluindo Parks Canada, Defesa Nacional e a Polícia Montada. O relatório aponta que a liderança de fiscalização marítima se concentrou na embarcação de apoio canadense, sem conferir a conformidade do Titan.

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