- Os confrontos entre Israel e Hezbollah se intensificaram no sul do Líbano, com mais de 18 mortos em ataques israelenses e quatro soldados israelenses mortos em uma ofensiva considerada uma das mais letais desde o início do conflito.
- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu cobrar um preço muito alto do Hezbollah pela morte dos soldados.
- O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que as forças permanecerão no sul do Líbano, da costa do Mediterrâneo até as colinas de Beaufort, mantendo o controle territorial.
- O Ministério da Saúde do Líbano informou 18 mortos e 33 feridos em bombardeios em 11 cidades desde a meia-noite, com deslocamentos significativos de moradores na região de Tiro e Bint Jbeil.
- Especialistas apontam que o acordo entre Estados Unidos e Irã, que previa cessar hostilidades, está sob pressão diante da escalada; líderes de ultraesquerda em Israel pediram retaliação mais firme, enquanto o Hezbollah negou violar o cessar-fogo.
O confronto entre Israel e Hezbollah se intensificou nos arredores do sul do Líbano durante a madrugada, com relatos de mais de 18 mortos em ataques aéreos israelenses e a morte de quatro soldados israelenses em uma ofensiva considerada uma das mais letais desde o início do conflito. O episódio ocorreu em meio a uma escalada que também resulta em deslocamentos de moradores na região.
Segundo dados do Ministério da Saúde do Líbano, 18 pessoas morreram e 33 ficaram feridas em bombardeios em 11 cidades desde a meia-noite, dificultando resgates. Em Harouf, vilarejo ao nordeste de Tiro, sete moradores faleceram, com mais vítimas sob os escombros, segundo fontes da pasta.
Israel afirma ter atingido alvos do Hezbollah em várias áreas do sul do Líbano como resposta a violações do cessar-fogo pelo grupo. O Hezbollah, por sua vez, nega violar o acordo e acusa Israel de ataques que causaram mortes de civis, destruição de casas e invasões terrestres.
A liderança israelense reiterou a intenção de manter a presença militar no sul do Líbano, contrariando o acordo entre EUA e Irã que prevê respeito à soberania libanesa. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que as forças permanecerão da costa do Mediterrâneo às alturas de Beaufort e que o objetivo é manter o controle territorial.
Katz afirmou que vilarejos nas áreas ocupadas estão sendo destruídos e que a população local não retornará às suas casas. Em entrevista, ele ressaltou que os 200 mil moradores da zona de segurança não voltarão, segundo sua avaliação.
O ministro de Saúde libanês indica que o número de mortos deve aumentar, à medida que operações de resgate prosseguem. Diversas localidades sofreram ataques aéreos e danos materiais, com deslocamentos significativos para o norte do país.
O governo do Líbano confirmou deslocamento expressivo de moradores das áreas de Tiro e Bint Jbeil, em busca de abrigo, em meio à intensificação dos ataques israelenses. O conflito já provocou uma série de mortes desde o início dos confrontos em março.
Em resposta, autoridades israelenses defenderam ações contra o que classificam como estruturas do Hezbollah. O grupo afirmou ter utilizado drones explosivos contra forças israelenses, ampliando o espectro de ataques na região.
O acordo entre EUA e Irã, visto como instrumento para reduzir a violência regional, permanece sob pressão. Países envolvidos pedem contenção, enquanto autoridades de Paris chamaram Washington para pressionar Israel a interromper hostilidades no Líbano.
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